Ali Haider/EFE
Ali Haider/EFE

Antes de final, Emirados Árabes denunciam suposta escalação irregular no Catar

Time derrotado afirma que dois atletas naturalizados não teriam condições de atuar no torneio

Redação, Estadão Conteúdo

31 de janeiro de 2019 | 11h05

Colocando a participação do Catar na final da Copa da Ásia em dúvida, os organizadores do torneio continental confirmaram nesta quinta-feira que estão investigando uma denúncia dos Emirados Árabes Unidos sobre a elegibilidade de dois jogadores da seleção rival nas semifinais.

A queixa acrescenta uma dose de tensão para a final da Copa da Ásia nesta sexta-feira, pois os dois países possuem divergências, com os Emirados Árabes Unidos fazendo parte de um grupo de quatro países que boicota o Catar diplomaticamente e politicamente.

Houve uma reação irada da torcida em Abu Dabi na terça-feira, quando os Emirados Árabes Unidos foram derrotados nas semifinais, com sapatos sendo arremessados na direção de jogadores da seleção do Catar, depois de o atacante Almoez Ali marcar o segundo gol de uma vitória por 4 a 0.

A federação de futebol dos Emirados Árabes Unidos questionou, agora, se Ali, o artilheiro da competição com oito gols, e Bassam Al-Rawi, cumprem os requisitos exigidos pela Fifa para defenderem a seleção do país anfitrião da Copa do Mundo de 2022. Eles nasceram no Sudão e no Iraque, respectivamente, e se naturalizaram catarianos.

"A Confederação Asiática de Futebol (AFC, na sigla em inglês) recebeu um protesto da Associação de Futebol dos Emirados Árabes Unidos sobre a elegibilidade de dois jogadores do Catar", disse a entidade gestora do futebol no continente em um comunicado divulgado nesta quinta-feira. "Este protesto será agora avaliado de acordo com os regulamentos da AFC."

A sanção máxima seria provocar a eliminação do Catar da Copa da Ásia, sendo que a seleção está agendada para disputar a sua primeira final do torneio continental na sexta-feira, em Abu Dabi, contra o Japão.

 

 

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