DANIEL TEIXEIRA/ESTADÃO
DANIEL TEIXEIRA/ESTADÃO

Até ser julgado, Neymar está fora de um jogo apenas, diz Conmebol

Punição por cartão vermelho após apito final ainda será confirmada

ALMIR LEITE E GONÇALO JÚNIOR, Estadão Conteúdo

18 de junho de 2015 | 15h57

Enquanto a CBF prepara a tese de defesa de Neymar por sua expulsão no jogo da seleção brasileira contra a Colômbia - um dos argumentos deverá ser de que foi provocado -, a Conmebol bate cabeça sobre a punição a ser aplicada ao craque. No momento, está valendo o seguinte, segundo a própria entidade: Neymar está suspenso por apenas uma partida, por ter recebido dois cartões amarelos (contra Peru e Colômbia). O vermelho que levou após o jogo com os colombianos será alvo de definição do Tribunal Disciplinar nesta sexta-feira.

Inicialmente, a entidade havia anunciado que Neymar estava suspenso por duas partidas, ou seja, também não jogaria as quartas de final caso o Brasil passe.

No entanto, parece ter prevalecido o entendimento de que a expulsão, ainda que com cartão vermelho direto (e não segundo amarelo na mesma partida) é passível de julgamento pelo Tribunal Disciplinar. A tese, aliás, era defendida no final da manhã pelo presidente do órgão, o brasileiro Caio César Rocha. "Pela minha interpretação do regulamento ele (Neymar) está suspenso da partida contra a Venezuela. O (cartão) vermelho eu acho que engloba o amarelo, mesmo sendo direto. Pelo vermelho não se acumula suspensão automática", disse.

Nesta quinta-feira, a Unidade Disciplinar enviou à CBF ofício, baseado no relato pelo na súmula pelo juiz chileno Enrique Osses. Ainda não está decidido se será aberto processo disciplinar, mas há forte tendência de isso ocorrer. Nesse caso, a CBF tem até o meio-dia desta sexta-feira para elaborar a defesa, o que forçará o Tribunal de Disciplina na Conmebol a se reunir para definir se absolve ou pune Neymar, nesse caso com quantos jogos.

O tribunal é formado por cinco membros. Caio César, presidente, por ser brasileiro, e o colombiano Orlando Morales não poderão participar do processo (Bacca também será julgado). Assim, o destino de Neymar estará nas mãos do chileno Carlos Tapia, do boliviano Francisco Lozada e do uruguaio Adrian Leiza. O prazo para a definição da pena é até domingo, antes do jogo com a Venezuela, mas a entidade sul-americana promete uma resolução nesta sexta-feira. O colegiado se reunirá à tarde.

Dada a pena, a CBF poderá apelar. Nesse caso, entrará em ação a Câmara de Apelações, também composta por cinco membros, que terá até a véspera das quartas de final para se posicionar.

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