Leo Correa/ Mowa Press
Leo Correa/ Mowa Press

Dunga se divide entre ganhar ou testar o time diante dos EUA

Técnico da seleção admite que fará avaliações neste amistoso

O Estado de S. Paulo

07 de setembro de 2015 | 18h00

Antes do treinamento desta segunda-feira, o técnico Dunga concedeu entrevista no hotel onde a seleção brasileira está hospedada em Boston, palco da próxima partida contra o Estados Unidos, nesta terça. O comandante do Brasil não deu pistas sobre qual será o time titular, dizendo que avaliará o desgaste dos jogadores e até a possibilidade de dar mais rodagem a alguns convocados.

"A primeira observação nossa vai ser depois do treinamento, conversar com os jogadores para ver o desgaste. A segunda observação, nós faremos com a comissão, para jogar um time que vai para ganhar ou para experimentar novos atletas", respondeu o técnico.

Apesar de defender a opinião de que alguns atletas ainda precisam ser testados, o técnico reclamou que, independentemente do desempenho durante o jogo, o resultado será o norte das avaliações sobre o selecionado. "Seria bom que as pessoas envolvidas no futebol pensassem que estamos com um time em formação e que olhassem além do placar. Se tivéssemos mais paciência nas análises, teríamos rendimento ainda melhor de alguns jogadores."

Uma das mudanças que Dunga pretendia realizar na atividade no Gilette Stadium, em Foxborough, era a entrada de Kaká como "falso 9" no lugar de Hulk. A ideia não pôde se concretizar, já que o meio do Orlando City ficou no hotel após sentir um desconforto muscular. Ele está em observação. 

"Minha ideia fixa é que temos de observar alguns jogadores que não tiveram muitas chances. Mas temos de relevar o que é cobrado a todo momento. Temos de ponderar isso bastante. Precisamos experimentar novos jogadores. Alguns vieram e tiveram chances, outros ainda não. Temos de pensar bem para traçar a nossa meta para esse jogo", completou.

Dos 23 convocados para os dois amistosos, 17 entraram em campo no último sábado, em Nova York, diante da Costa Rica. Seguindo o pensamento do técnico, Alisson, Douglas Santos e os titulares Lucas Lima e Danilo podem ganhar mais chances. Reservas não utilizados como Filipe Luis, Roberto Firmino e Jefferson estiveram no grupo da Copa América e devem ter menos oportunidades.

Sobre a seleção adversária, Dunga exaltou os resultados recentes dos norte-americanos, que venceram a Alemanha por 2 a 1 e a Holanda por 4 a 3. "Se repetirem isso, será um grande teste. Para alguns foi surpresa, mas para outros não, a forma de jogar compacta, de marcação. Eles têm paciência de esperar o adversário errar para armarem o contra-ataque."

No último jogo, Neymar jogou apenas os 10 minutos finais, substituindo Douglas Costa. Após a entrada do craque, Miranda, que até então estava com a faixa de capitão, tratou de passá-la ao camisa 10. Dono da braçadeira na conquista do tetracampeonato em 1994, Dunga não se mostrou surpreso, afirmando que a ação do zagueiro foi "uma lição de humildade e respeito. Com a faixa ou sem a faixa, será um líder. Totalmente desprovido de vaidade. Isso me agradou e não é surpresa em se tratando do Miranda."


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