J.F. Diorio/ Estadão
J.F. Diorio/ Estadão

Antes do 'desafio do ano', Carille sente falta de mais dribladores

Treinador aponta que Clayson é o único jogador de profundidade no elenco; na quinta, jogo com o Racing

Gonçalo Junior, O Estado de S.Paulo

12 de fevereiro de 2019 | 04h30

Embora tenha feito 12 contratações nesta temporada, o Corinthians está sentindo falta de um driblador. A avaliação é do próprio Fabio Carille. Para o treinador, o atacante Clayson é o único atleta de profundidade, mas ele está se recuperando de uma lesão no joelho. Por isso, ele entrou apenas no segundo tempo da derrota para o Novorizontino, no domingo.

“Temos o Clayson como jogador de profundidade, que vai para o drible e busca o fundo. Pedrinho é um meia que gosta de flutuar. Mateus (Vital) também”, avaliou o treinador. “Clayson está voltando agora depois de recuperar do joelho e está precisando de ritmo de jogo. A característica dos nossos jogadores é para isso (pensar o jogo). Não temos jogadores de drible, de ir para cima a não ser o Clayson. Mas sei que ele precisa de um preparo melhor”, completou o técnico.

Sem o atacante em totais condições físicas, Carille está procurando alternativas. Diante do Ferroviário, em Londrina, ele apostou em Vagner Love como segundo atacante, saindo da área, e Gustavo como centroavante. Em Novo Horizonte, foi a vez de Boselli ser a referência na área – Love continuou como segundo atacante. “Aí você trabalha com um meia e dois atacantes para a bola chegar no pivô ou para que chegue numa infiltração. Essa está sendo a dificuldade. Mas também pela característica dos jogadores”, explicou Carille.

As dificuldades que o treinador vem encontrando são reflexo das contratações. Até o momento, o Corinthians já anunciou dez reforços. Com Bruno Méndez e Lucão, que ainda não foram confirmados oficialmente, o clube chegará a 12 reforços. Nenhum deles é propriamente um jogador de drible. Chegaram o zagueiro Manoel, o lateral-direito Michel Macedo, os volantes Júnior Urso, Ramiro e Richard, o meia Sornoza e os atacantes André Luis, Boselli, Gustavo Silva e Vagner Love.

Além da falta de criatividade, o time vem se mostrando vulnerável na defesa. Só no Campeonato Paulista, o time levou seis gols em seis jogos. “A gente está se conhecendo, tenho certeza de que estamos em evolução, nosso sexto jogo. Em dois ou três jogos vamos estar 100% e vamos parar de tomar gol”, promete o zagueiro Marllon, reserva de Manoel e Henrique.

Quinta-feira, o time fará sua estreia na Copa Sul-Americana diante do Racing, líder do Campeonato Argentino com três pontos de vantagem sobre o Defensa y Justicia (42 a 39). Novamente nas palavras de Carille, será o maior desafio do Corinthians em 2019.

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