Antes do mata-mata, Felipão faz trabalho com bola parada

No último treino antes da partida contra o Chile, Felipão deu ênfase à cobrança de pênalti e escanteio. Fred e Neymar se destacam

Almir Leite e Silvio Barsetti - Enviados a Belo Horizonte, O Estado de S. Paulo

27 de junho de 2014 | 22h20

Por 40 minutos, Luiz Felipe Scolari fez um treino fechado no Sesc de Venda Nova, na periferia de Belo Horizonte, e ensaiou, na tarde de sexta-feira, muitas jogadas de bola parada para tentar surpreender o Chile, no jogo deste sábado, às 13 horas, no Mineirão.

Na verdade, Felipão praticamente repetiu o que vinha fazendo nas últimas atividades em Teresópolis. O técnico também orientou seus atletas para ocupar o lugar mais indicado dentro da área em situações de ataque e defesa.

Felipão insistiu em testar seus jogadores em cobranças de faltas, escanteios e pênaltis. Neste item, Neymar, mais uma vez, se destacou. Fred foi outro que obteve sucesso em várias finalizações. Oscar e Daniel Alves também demonstraram que devem ser escolhidos por Felipão para uma eventual decisão da vaga às quartas de final da Copa do Mundo em cobranças de pênaltis – isso só vai acontecer se a partida terminar empatada no tempo normal e também na prorrogação.

Nos escanteios a favor dos titulares, Felipão pediu que os mais altos girassem na área a fim de confundir a marcação do Chile. Fred, Luiz Gustavo, Fernandinho e os zagueiros Thiago Silva e David Luiz, que pode ficar fora do jogo por causa de dores nas costas, eram os homens que tentavam o gol. Quando a jogada era concluída, os dois zagueiros voltavam, rapidamente, para a defesa.

Neymar cobrava os escanteios dos dois lados, enquanto Hulk e Oscar ajudavam na marcação, e os laterais Daniel Alves e Marcelo ficavam na altura do meio de campo.

Felipão interrompia a saída de bola dos reservas para corrigir a ‘posição’ dos atletas de ataque. Ele estava mais à vontade, sem a presença da imprensa, para reclamar, às vezes gritar, e aplaudir o grupo, dependendo do desfecho de cada lance.

Nos escanteios a favor dos reservas, ele pediu que Fred ficasse à frente da primeira baliza e determinou que Fernandinho e Luiz Gustavo também ajudassem a dupla de zagueiros. Na sobra, para a tentativa de um contra-ataque, escolhia Oscar – enquanto Hulk e Neymar abriam pelas pontas.

A reportagem ouviu quatro pessoas que assistiram a essa parte ‘secreta’ do treino – uma delas fez alguns vídeos com o celular. Eram funcionários do Sesc e seguranças da Fifa.

Depois, quando os portões do Sesc foram abertos para cerca de 300 jornalistas de vários países, Felipão comandou um ‘rachão’, um bate-bola descontraído num curto espaço do campo e com dois times que misturavam jogadores reservas e titulares. David Luiz já não estava no grupo.

No ‘rachão’, os atletas não podiam dar mais de dois toques na bola. A atividade com a presença da imprensa demorou apenas 12 minutos. Antes de a equipe seguir para o ônibus da delegação, Daniel Alves e Neymar treinaram cobranças de falta de longas distâncias. Mais uma vez, Neymar teve ótimo aproveitamento, observado de perto por Felipão. Daniel Alves errou mais do que acertou.

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