Cesar Greco/Ag. Palmeiras
Cesar Greco/Ag. Palmeiras

Antigos desacreditados formam pilar de Palmeiras que reagiu no Brasileiro

Jogadores como Luan, Gómez e Deyverson vencem desconfiança e transformam time em vice-líder

Ciro Campos, O Estado de S. Paulo

25 de setembro de 2018 | 05h00

A reabilitação de jogadores desacreditados é uma das marcas do momento do Palmeiras neste segundo semestre. A equipe iniciou nesta segunda-feira em Belo Horizonte a preparação para a semifinal da Copa do Brasil, com o Cruzeiro, em alta pelas vitórias recentes e pelo protagonismo assumido por jogadores até então em baixa.

Depois da chegada ao clube, em agosto, o técnico Luiz Felipe Scolari dividiu o elenco em dois grupos. O principal entra em campo na Copa Libertadores e na Copa do Brasil, enquanto uma formação alternativa disputa o Campeonato Brasileiro e saiu da sexta posição para chegar à vice-liderança. 

Entre os destaques da arrancada estão nomes que até pouco tempo sequer eram lembrados pela torcida. O zagueiro Luan, por exemplo, ganhou de Felipão a tarja de capitão em jogos do Brasileiro e elogios públicos pelo nível das atuações. 

Trazido do Vasco no ano passado por cerca de R$ 10 milhões, o defensor passou o primeiro semestre na reserva para se tornar bastante regular nos últimos jogos. Luan e o novo companheiro, Gustavo Gómez, estão invictos. O Palmeiras sofreu apenas dois gols em dez jogos no Brasileiro sob o comando de Felipão.

Gómez, aliás, é outro grande exemplo de reação. O defensor atuou somente dez minutos na última temporada pelo Milan e teve a primeira negociação com o Palmeiras frustrada. Em janeiro, o clube desistiu de trazer o zagueiro para repor a saída de Mina. No entanto, ao retomar as conversas, a diretoria trouxe o paraguaio e está satisfeita com as atuações dele.

Felipão apostou no Brasileiro em jogadores como Lucas Lima e Deyverson, antigos alvos de críticas da torcida. O primeiro tem sido efetivo na criação e fez dois gols desde a chegada do treinador. Já o atacante, anotou quatro vezes no Brasileiro e foi alvo de um trabalho para melhorar o comportamento.

A própria divisão de um elenco em duas frentes foi a forma do treinador conseguir manter todos motivados. "Podemos mesclar a equipe e com isso temos um ambiente em todos jogos. Todos estão presumivelmente satisfeitos com sua condição", explicou Felipão. 

A separação do time permitiu ao Palmeiras evitar desgaste e se manter em três competições. O vice-líder do Brasileiro tem classificação encaminhada à semifinal da Libertadores e decide nesta quarta-feira vaga na final da Copa do Brasil.

 

 

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