Antônio Carlos não pensa em vingança

Antônio Carlos não gosta de recordar de um jogo com o Uruguai em 1993 pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 94. O zagueiro entrou na partida em uma emergência substituindo Ricardo Rocha. No primeiro lance, Daniel Fonseca empatou marcando, de cabeça, em uma falha de Antônio. Dali para frente, caiu em desgraça na Seleção. Voltou apenas cinco anos depois, perdendo a chance de disputar as Copas de 94 e 98.Hoje, não fala em vingança. "Não posso ficar pensando naquele jogo toda a vez que vamos enfrentar o Uruguai. Não posso pensar que um técnico me ferrou por causa daquele lance. Segui minha vida nos clubes, buscando meu espaço, sempre com a convicção de que um dia seria reconhecido", disse Antônio Carlos, hoje, depois do último treino na Granja Comary. Domingo, a história, ele espera, será outra. O momento também não é dos melhores. Em 93, aquele empate com os uruguaios complicou a vida do Brasil nas Eliminatórias. A classificação foi no limite. "Agora estamos vivendo um momento complicado também. A situação da Seleção Brasileira é muito difícil. Não podemos nos descuidar. Sabemos que teremos um adversário aguerrido pela frente e que joga o seu futuro nas Eliminatórias. É preciso ter inteligência". O zagueiro não espera também uma guerra no Centenário. Acostumado ao duros embates no futebol italiano e com boa experiência nos jogos no continente sul-americano, Antônio diz que há muitas inverdades quando se fala do Uruguai. "Essa história de que os argentinos e uruguaios são duros, que são valentes, não passa de um mito. Dentro de campo são 11 contra 11. A Seleção Brasileira também sabe jogar na adversidade, sabe da responsabilidade que tem pela frente. Todos nós estamos preparados para enfrentar uma partida difícil, não será uma guerra. Futebol tem muito mito". Antônio Carlos tem certeza também que o Uruguai não deve jogar como atuou ano passado no empate (1 a 1) pelo primeiro turno das Eliminatórias no Maracanã. "Naquela partida, eles deram praticamente um chute a gol e conseguiram marcar. Não passamos o tempo todo em cima do time deles. Em Montevidéu será diferente, espero. Eles têm de sair para vencer. Poderemos aproveitar esse fator. Uma vitória nossa garante a classificação do Brasil", comentou o zagueiro que se recuperou de uma contusão no ombro, mas que ainda teme uma disputa corpo a corpo. Seu currículo na Seleção apresenta 32 partidas, em apenas uma delas não foi titular. Nas Eliminatórias de 2002, marcou três gols.

Agencia Estado,

29 de junho de 2001 | 18h19

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