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Aos 16, Jô estréia no Maracanã

Quando chegava em casa, Jô estava todo sujo. Afinal, jogar no terrão do Parque São Jorge não é fácil, dá até para ?cuspir tijolo?, como dizem os garotos. O irmão Jean o aguardava, como fazia todos os dias. Em punho uma caneta, um frasco de desodorante spray ou qualquer outro objeto que simulasse um microfone. Pronto, começava, então, a brincadeira favorita dos dois irmãos: fazer entrevistas.Em geral, Jô era o entrevistado. Respondia a perguntas sobre o treino ou o desempenho no jogo. Às vezes aventurava-se com o ?microfone?, mas não demorou muito para perceber que o ?lado de lá? era onde se sentia mais confortável. A diversão era ingênua, porém, alguns anos mais tarde, demonstrou ser útil para ajudar o atacante no início da carreira profissional. ?Hoje me sinto à vontade em público, quando tenho de falar?, observou. ?Ajuda a gente e encarar com naturalidade situações que normalmente seriam motivo de nervosismo.?Bom para o Corinthians. Se existe algo que Jô precisa neste domingo é tranqüilidade. Com apenas 16 anos, vai realizar um sonho infantil: jogar pela primeira vez no Maracanã. Não há como evitar aqueles 10 minutos de deslumbramento. Contudo, depois disso, o Corinthians, que tem 41 pontos, conta com seus gols para derrotar o Flamengo, somar mais três e manter viva a esperança de classificar-se entre os três primeiros do Campeonato Brasileiro, que garantem participação na Copa Libertadores da América, em 2004. Tudo bem, se o adversário, dois pontos atrás, não tivesse o mesmo objetivo.Diriam alguns que a inexperiência de Jô poderia ser compensada pela maior ?rodagem? de Gil ou Liedson. O primeiro, porém, está machucado. Já o segundo deixou o clube durante a semana para jogar em Portugal. Conclusão: ao lado do caçula estará Wilson, de 18 anos. ?A gente não tem experiência nem entrosamento?, confessou. ?Mas vamos fazer uma correria para cima da defesa do Flamengo e ver o que acontece.? Nos outros setores do time o técnico Geninho enfrenta o mesmo problema. O jovem Coelho substitui Rogério na lateral-direita, enquanto Vinícius entra na vaga de Kleber, emprestado ao Hannover.

Agencia Estado,

31 de agosto de 2003 | 10h14

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