Felipe Gabriel/O Dia
Felipe Gabriel/O Dia

Apenas oito equipes não trocaram de técnico no Brasileirão

Cinco primeiros colocados evitaram trocas de comando durante o torneio nacional; dos últimos, apenas Botafogo foi exceção

O Estado de S. Paulo

05 de dezembro de 2014 | 20h29

O Campeonato Brasileiro 2015 chega ao fim neste domingo tendo servido como guilhotina para muitos técnicos. Das 20 equipes que disputam o torneio, apenas sete mantiveram seus treinadores durante toda a duração do Brasileirão. E, por coincidência ou não, os cinco primeiros colocados decidiram permanecer com o trabalho de seus comandantes.

Cruzeiro, São Paulo, Corinthians, Internacional e Fluminense e seus respectivos técnicos: Marcelo Oliveira, Muricy Ramalho, Mano Menezes, Abel Braga e Cristóvão Borges foram exceção no Brasileiro.

Outras duas equipes que rondaram o meio da tabela, Sport e Goiás, também não caíram na política de troca de comando durante o principal torneio nacional. Eduardo Baptista e Ricardo Drubscky conseguiram se segurar no cargo mesmo com uma campanha apenas regular.

Já no fundo da tabela a exceção é o Botafogo. O time carioca, rebaixado com antecedência no Campeonato Brasileiro, não tirou Vágner Mancini do posto de treinador mesmo com seguidas derrotas consecutivas.

TROCAS

Cinco times dos 20 concorrentes ao título no início do Campeonato Brasileiro trocaram de treinador em três oportunidades. Atlético-PR (8º), Flamengo (9º), Figueirense (12º), Chapecoense (15º),  Bahia (18º) e Palmeiras (16º).

Já o vitória, apesar de ter três mudanças, teve apenas dois técnicos. Ney Franco começou comandando o rubro-negro baiano antes de ser convidado a dirigir o Flamengo. Tempo depois ele voltou à Salvador para dar lugar a Vanderlei Luxemburgo no clube carioca.

Alguns técnicos, por sua vez, mesmo sendo demitidos não acabaram muito tempo desempregados. Além de Ney Franco, que dirigiu Flamengo e Vitória, outros treinadores passaram por mais de um time neste Brasileirão. Marquinhos Santos, por exemplo, começou o torneio no comando do Bahia e está terminando no Coritiba, livrando os paranaenses do rebaixamento enquanto o Tricolor carioca deve jogar a segunda divisão em 2015.

Enderson Moreira se viu substituído no Grêmio pelo ex-treinador da seleção brasileira, Luiz Felipe Scolari. Sem emprego o técnico foi chamado pelo Santos para ocupar o cargo que antes era de Oswaldo de Oliveira.

Gilson Kleina, que estava no Palmeiras desde o fim de 2013, também rodou por mais de uma equipe. Demitido do Palmeiras antes da Copa do Mundo, o treinador aceitou a missão de tirar o Bahia da situação delicada que estava. Acabou não conseguindo ser feliz em nenhum dos dois clubes.

CONFIRA OS TÉCNICOS DE CADA CLUBE NO BRASILEIRÃO

Fluminense - Cristóvão Borges

Figueirense - Vinícius Eutrópio, Guto Ferreira e Argel Fucks

Internacional - Abel Braga

Vitória - Ney Franco e Jorginho

Chapecoense - Gilmar dal Pozzo, Jorginho  e Celso Rodrigues

Coritiba - Celso Roth e Marquinhos Santos

São Paulo - Muricy Ramalho

Botafogo - Vagner Mancini

Atlético-PR - Migel Ángel Portugal,Doriva e Claudinei Oliveira

Grêmio - Enderson Moreira e Felipão

Atlético MG - Paulo Autuori e Levir Culpi

Corinthians - Mano Menezes

Bahia - Marquinhos Santos, Gilson Kleina e Charles Fabian

Cruzeiro - Marcelo Oliveira

Flamengo - Jayme de Almeida, Ney Franco e Vanderlei Luxemburgo

Goias - Ricardo Drubscky

Santos - Oswaldo de Oliveira e Enderson Moreira

Sport - Eduardo Baptista

Criciúma - Caio Júnior - Luizinho Vieira

Palmeiras - Gilson Kleina - Ricardo Gareca - Dorival Júnior

Fluminense - Cristóvão Borges 

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