Apenas um salto, e Jadel vai à final

Jadel Gregório fez um único salto e saiu da prova. Foi o suficiente para se classificar, com a melhor marca - 8,06 m - na quinta-feira, no salto em distância, que nem é sua especialidade. Faz a final, nesta sexta-feira, às 16 horas, no Troféu Brasil de Atletismo, na pista do Ibirapuera, em São Paulo, e ainda sem técnico. Jadel não teve ninguém para orientá-lo na beira da pista enquanto saltava. E não quis comentar, apesar da insistência, os motivos pelos quais decidiu não mais treinar com Aristides Junqueira, o Tide. Esta é a segunda vez que Jadel troca de técnico em um ano - havia deixado Nélio Moura após a Olimpíada."Estou treinando sozinho e muito bem. Não quero falar sobre isso. Isso não vou responder. Me sinto bem treinando sem técnico. Mais para frente eu conto para vocês o que eu vou decidir...", disse Jadel Gregório, de 24 anos, que espera ver as arquibancadas do Ibirapuera lotadas no domingo, quando compete sua especialidade, o salto triplo, às 9h30. Hoje, nas seletivas do distância, Leandro Souza de Jesus fez 7,73 m e Rodrigo de Araújo 7,69 m. O jovem velocista Basílio de Moraes Júnior, de 23 anos, foi o destaque hoje na qualificação dos 200 m, com o tempo de 20s97. Desde que deixou João Pessoa, na Paraíba, onde começou no atletismo ainda adolescente, para treinar com o técnico Katsuhico Nakaya, em São Paulo, há um ano e meio, viu sua carreira expandir. "Em seis meses de treinos, ele me colocou na Olimpíada de Atenas, no ano passado." Como nos 200 m são quatro os atletas com índice A para o Mundial de Helsinque (FIN), em agosto, Basílio foi prático. "Quero ficar entre os dois primeiros no Troféu Brasil para não depender de resultados de outros." O campeão e vice do Troféu, desde que tenham índices, asseguram presença no Mundial. A outra vaga - limitado a três por prova - ficará para o melhor do ranking. A final dos 200 m será amanhã, às 16h25. Além de André, também o experiente Vicente Lenílson foi à final dos 200 m. E também o jovem Bruno Pacheco, de 22 anos. Todos têm índices A para o Mundial. Basílio prefere a humildade quando é questionado se espera ser um dos substitutos da geração de Claudinei Quirino e André Domingos (que hoje se qualificou com 21s19), vice-campeões olímpicos no revezamento 4 x 100 m, em Sydney (2000). "Ainda tenho muito pela frente." Os campeões de hoje, nos 10 mil metros: Lucélia de Oliveira Peres (ABC Brasiliense), com 34min03s73, e Franck Caldeira (CA Rio), com 29min16s21.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.