Apesar da derrota no clássico, Leão aprova o Santos

Futebol mostrado contra o São Paulo anima o treinador santista para a estréia do time da Libertadores

Juliano Costa, Jornal da Tarde

10 de fevereiro de 2008 | 20h01

Com exceção das reclamações de Emerson Leão contra a arbitragem, o pós-jogo do Santos foi atípico. Fábio Costa assumiu ter falhado no segundo gol do São Paulo e pediu desculpas à torcida santista. Antes, já havia intercedido para apartar brigas e pedir calma aos companheiros.   Veja também:  São Paulo aproveita falhas do Santos e vence o clássico   Mais coisas estranhas aconteceram: Leão não criticou Fábio Costa pelas falhas e nem detonou Kléber Pereira pelos gols perdidos. Disse ainda que nunca esteve "tão empolgado como agora", apesar de o time ter voltado para a zona de rebaixamento do Paulistão.   O técnico garantiu um Santos forte na estréia da Libertadores, à meia-noite (horário de Brasília) de quarta-feira, contra o Cúcuta, na Colômbia. "Vamos para a Libertadores muito entusiasmados", disse Leão, sem ironia. "Nunca estive tão satisfeito como estou agora (com o time)."   O técnico destacou a inteligência tática de sua equipe durante o segundo tempo do jogo de ontem. "O São Paulo dominou a etapa inicial taticamente, mas fomos melhores como um todo na etapa final."   A entrada de Marcinho Guerreiro no lugar de Denis, deslocando Adriano para a ala direita, foi o segredo da reação santista. "Acabamos com a criatividade do São Paulo pela esquerda", gabou-se Leão.   O técnico lamentou os gols sofridos. "Foi um de cintura, um de falta e um gol contra", enumerou Leão, ironizando o terceiro gol tricolor, marcado pelo desafeto Carlos Alberto. "A bola ia para fora se não batesse no Domingos."   Mas foram de Fábio Costa os melhores comentários sobre a atuação santista. "Jogamos muito bem", disse o goleiro. "Fiquei até surpreso com o nosso padrão tático. Marcamos bem o São Paulo e saímos nos contra-ataques. Tivemos chances para vencer. Não vou reclamar de arbitragem, isso quem tem que fazer é a diretoria. Nosso trabalho é jogar bola."   Fábio Costa explicou por que tentou apartar brigas e evitar pressão exagerada de seus colegas de time sobre a arbitragem. "Estou p* com a forma como perdemos, mas, como um dos mais velhos do time (30 anos), tenho que segurar os meninos. Não podemos arriscar perder jogadores importantes para o resto da competição.   O goleiro fez ainda uma autocrítica sobre um dos gols sofridos. Disse que não pôde fazer nada no primeiro e no terceiro, mas admitiu falha no segundo, feito por Juninho. "Falhei no segundo gol. Errei e peço desculpas ao torcedor", admitiu.

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