Apesar da derrota, ponte-pretanos acreditam no título

Sérgio Guedes conta com os retornos dos meias Elias e Renato para surpreender o Palmeiras

Marcel Rizzo, Jornal da Tarde

27 de abril de 2008 | 19h56

Abatidos, mas com o discurso ensaiado: nada é impossível. Esse foi a tônica do pós-jogo da Ponte Preta, que admite ser muito difícil marcar dois gols de diferença no Palestra, mas não joga a toalha.Veja também:  Confira o gol de Kleber na TV Estadão  Galeria de fotos da partida Bate-Pronto: Palmeiras já pode vestir a faixa Classificação Calendário / Resultados Ouça o gol narrado pela Rádio Eldorado/ESPN Palmeiras vence a Ponte e fica perto do título do PaulistãoE a esperança da Ponte para a partida de volta, domingo, são dois jogadores que retornam ao time: Renato e Elias. O primeiro cumpriu suspensão e o segundo se recupera de uma fratura na costela. Antes da partida, garantiu que de zero a dez a chance de entrar em campo na finalíssima é dez, como já havia adiantado ao JT na semana passada."Será um outro jogo com o Renato e o Elias em campo. Tivemos dificuldade na armação, sem sombra de dúvida", avaliou o atacante Luís Ricardo, que acabou tendo que atuar mais recuado, fazendo a função de pivô, algo que não está acostumado."Mudamos uma maneira de jogar de todo o campeonato bem nessa partida decisiva. Tinha que tentar armar um esquema para suprir a falta de armadores e optei pelos laterais. Em muitos momentos não conseguimos isso. Vai ser importante voltar ao esquema habitual em São Paulo", analisou o técnico Sérgio Guedes.Além de Renato e Elias, o treinador terá de volta o lateral-direito Eduardo Arroz e do zagueiro César, que também cumpriram suspensão em Campinas. Jean será o único desfalque, pelo terceiro cartão amarelo recebido. Com isso João Paulo deve ser mantido na zaga.FALTOU CÉREBROA falta de um armador minou as chances da Ponte Preta na partida, admitiram os jogadores que falaram após a partida, como Jean, Ricardo Conceição e Luís Ricardo. Sérgio Guedes minimizou, até porque tinha três jogadores que poderiam ter atuado na posição: Renan, Ueta e Giuliano. Este último entrou na segunda etapa, quando o treinador acha que sua equipe equilibrou a partida. Mas não porque ganhou um meia."Equilibramos porque passamos a tocar a bola com mais calma. Faltou finalizar um pouquinho mais, mas pelo que produzimos na etapa final, acho que o empate seria o resultado mais justo".Luís Ricardo admitiu que sentiu um pouco de dificuldade na nova função em que atuou."Jogar de costas para o gol traz um pouco de dificuldade sim. Tive que tentar acionar o Wanderley e o Danilo [Neco], mas no primeiro tempo a bola não chegava. Na segunda etapa a situação melhorou", comenta o camisa 9, quando ele voltou a ser centroavante e Giuliano passou a ser o armador. Mesmo assim Luís Ricardo, que já foi comparado em Campinas a Luis Fabiano (que teve passagem pela Macaca), perdeu um gol feito: sozinho, cabeceou para fora dentro da pequena área. "Estava bem posicionado, mas não fui bem para a bola".HISTÓRIAQuestionado sobre o que pode empolgar seus atletas depois do baque de perder em casa para quase 20 mil torcedores, Sérgio citou justamente a torcida. "Essa torcida se mostrou muito mais apaixonada do que na época que joguei aqui. E ela merece um título. Por esse motivo temos que lutar até o final por essa conquista".

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