Filipe Araújo/Estadão
Filipe Araújo/Estadão

Apesar de insatisfeito, zagueiro Lúcio rejeita pedir para deixar São Paulo

Defensor disse que continua no clube do Morumbi até o fim do contrato, que termina no ano que vem

FERNANDO FARO, Agência Estado

08 de abril de 2013 | 18h13

SÃO PAULO - Autor do primeiro gol na vitória por 3 a 1 sobre o Botafogo no último domingo, o zagueiro Lúcio, do São Paulo, espera que a partida no interior marque um recomeço em sua passagem no Morumbi. Contratado para ser dono da posição, o pentacampeão mundial passou a amargar a reserva após ser substituído contra o Arsenal de Sarandi e criticar abertamente Ney Franco.

As duras críticas ao treinador deixaram o presidente Juvenal Juvêncio extremamente irritado e o presidente passou a cogitar a rescisão contratual - conforme antecipou o Estado no último sábado. Juvenal começou inclusive a procurar no mercado novos nomes para o lado esquerdo da defesa e se encontrar um jogador que o agrade, deve procurar o veterano para propor um acordo.

Por sua vez, o zagueiro disse que da sua parte ele não pretende deixar o Morumbi antes do fim do vínculo, que termina em 2014. "Não, até porque isso não depende só de mim. Estou chegando no Brasil agora e o São Paulo tem uma estrutura muito boa. Penso em mostrar tudo o que consegui fazer para o clube ir à Itália atrás de mim. Não passa pela minha cabeça abreviar minha passagem", afirmou.

Apesar da irritação do presidente, Lúcio disse que já se desculpou pela polêmica entrevista após a partida na Argentina. O experiente defensor reconheceu que se excedeu e disse que outro fato desse tipo não acontecerá mais.

"Fiquei triste e envergonhado pela entrevista que dei. Nunca aconteceu isso na minha carreira, fui o primeiro a me dirigir a ele, à diretoria e aos meus companheiros. É algo que eu não deveria ter feito. Só o Ney pode falar sobre a minha saída da equipe, continuo fazendo o meu melhor para ajudar a equipe, mesmo no banco".

Mesmo com o gol o zagueiro não deve ganhar a vaga que hoje é de Rafael Tolói. Ao analisar sua situação, ele admite estar triste com a reserva, mas entrega a decisão nas mãos de Ney Franco e frisa que trabalha com dedicação todos os dias.

"Triste eu fico. Trabalho, treino e me dedico ao máximo todo dia. Nenhum jogador gosta de ir para o banco e o que posso fazer é treinar, me esforçar e ficar disponível para a equipe, mas não sou eu que escalo", finalizou.

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