Fabio Frustaci/AP
Fabio Frustaci/AP

Apesar de protestos, presidente do PSG é oficializado no Comitê Executivo da Uefa

Nasser Al-Khelaifi esteve no congresso da entidade que reeelegeu Aleksander Ceferin presidente

Redação, Estadão Conteúdo

07 Fevereiro 2019 | 12h38

Apesar da oposição de membros da Uefa, o presidente do Paris Saint-Germain, Nasser Al-Khelaifi, foi oficializado nesta quinta-feira como novo integrante do Comitê Executivo da entidade. No Congresso Ordinário realizado em Roma, na Itália, ele assumiu a função junto com a reeleição por aclamação do presidente Aleksander Ceferin para um mandato de quatro anos.

Al-Khelaifi havia sido eleito para ocupar o cargo pelo conselho da Associação Europeia de Clubes para ser um dos seus dois delegados da entidade no principal painel político da Uefa. A eleição aconteceu na semana passada e gerou certo incômodo entre os demais dirigentes da entidade.

Um dos que já haviam demonstrado insatisfação com a ascensão do presidente do PSG é o presidente da Liga Espanhola, Javier Tebas. Em novembro, ele declarara que o clube francês deveria ficar fora de ao menos uma edição da Liga dos Campeões por desrespeitar itens das regras do fair-play financeiro.

Em 2014, o PSG teve que devolver US$ 23 milhões (cerca de R$ 85,5 milhões) do prêmio da Liga dos Campeões. O clube ficou sob nova investigação da Uefa em 2017.

Al-Khelaifi também se tornou uma figura polêmica por ser o responsável pela beIN Sports, sediada em Doha, que transmite jogos de futebol no Oriente Médio, assim como em partes da Ásia, Europa e América do Norte, e compra direitos da Uefa. A conduta de Al-Khelaifi na rede de televisão também está sendo investigada por promotores suíços que o acusaram em 2017 de suborno ligado ao beIN para obter direitos de transmissão da Copa do Mundo de 2026 e 2030. Ele negou as irregularidades e mais tarde foi questionado sobre supostamente dar um presente para o então secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke.

 

 

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