Andrew Yates/Reuters
Andrew Yates/Reuters

Apesar de receita recorde, City apresenta novo déficit em balanço

Clube comandado por xeque dos Emirados Árabes tem lucro de R$ 1,38 bilhão: no entanto, diferença fica em R$ 92,1 milhões negativos

O Estado de S. Paulo

04 de dezembro de 2014 | 14h43

Um dos clubes mais ricos do mundo, o Manchester City viveu uma temporada de controvérsias em relação à receita financeira. Nesta quarta-feira, os dirigentes do time divulgaram relatório anual mostrando que a equipe inglesa teve receita recorde de 347 milhões de libras (R$ 1,385 bilhão) no seu último ano. Mesmo assim, o City fechou no vermelho em 23 milhões de libras (R$ 92,1 milhões).

Apesar dos altos ganhos com marketing, sócio-torcedores e carnês de ingressos, o City acabou tendo déficit por causa dos altos gastos em reforços para o elenco e também pela multa de 16,2 milhões de libras (R$ 64,9 milhões) que o clube teve de pagar por violar as regras do fair play financeiro da Uefa.

Apesar disso, a tendência que o clube inglês enxerga é positiva. Depois de ser informado que reduziu os gastos a menos da metade (no balanço de 2012/2013, o clube teve déficit de R$ 206,9 milhões), o presidente da equipe, Khaldoon al-Mubarak, espera que o dinheiro do petróleo seja cada vez menos usado. "Nós movemo-nos para além do período de investimento pesado que era necessário para fazer o clube competitivo novamente. O crescimento comercial visto neste ano dará suporte às operações do futuro. A equipe está onde esperávamos que estaria quando começamos a transformação, há seis anos."

Desde sua compra pela família real dos Emirados Árabes, no início de setembro de 2008, o investimento realizado pelo xeque Mansour bin Zayed bin Sultan Al-Nahyan está cotado em aproximadamente 1 bilhão de libras (R$ 4,01 bilhões). Chefe-executivo do City, Ferran Soriano espera que o próximo balanço apresente superávit. "Orçamos um ano (2014/2015) com lucro e uma temporada (2015/2016( sem punições ou restrições. Na publicação do último relatório anual, disse que o Manchester City estava vivendo uma transformação. Agora acho que essa época passou."

Os investimentos para fazer com que o clube lucre também passa por outros países. Neste ano, a associação está por trás da entrada do New York FC, time que irá fazer sua estreia na MLS na próxima temporada. Além dele, o Melbourne City, antes chamado de Melbourne Heart, é a filial do time inglês na Austrália. Outro início de investimento também foi feito no Japão, com uma participação nas ações do Yokohama F Marinos.

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