Werther Santana/Estadão
Werther Santana/Estadão

Apesar das lesões, Cuca elogia o departamento médico do São Paulo: 'Trabalhando certinho'

Clube tem sofrido com a sequência de lesões na temporada; ataque é o setor mais afetado

Redação, O Estado de S.Paulo

02 de setembro de 2019 | 04h30

Pato, Hernanes, Pablo, Toró, Rojas. A grande lista de desfalques do São Paulo tem feito o departamento médico do time sofrer com críticas. Após o empate por 0 a 0 com o Grêmio, o técnico Cuca fez questão de defender os profissionais do clube e disse que os últimos casos foram fatalidades.

"O departamento médico nosso é bom. Ele é tão bom quanto o do Corinthians, Palmeiras, Santos, Grêmio... Ele é bom. Acontece que temos o Pablo que virou as pernas ao contrário, graças a Deus não quebrou tudo. Temos o Hernanes que teve a lesão similar ao Mayke do Palmeiras, a ruptura do músculo da coxa. Temos o Pato, que teve um impacto que afetou um nervo que impossibilita ele de fazer movimentos. O Rojas questão cirúrgica. E temos o Toró que teve um estiramento. Ele voltou, fez um treino na quarta-feira e sentiu. Não vamos fazer ele estourar. O DM está trabalhando certinho."

Sem os lesionados e com Raniel suspenso, o treinador precisou utilizar Vitor Bueno como homem de referência no ataque na última rodada. A opção, no entanto, não surtiu muito efeito. "Quem eu colocaria se não fosse o Vitor Bueno? Ele é o que mais se aproxima de um definidor de jogada. Não é a posição dele, temos que entender. Mas é quem mais se aproxima para fazer esse trabalho. Depois colocamos o Helinho, passamos a jogar com o Everton e Daniel mais adiantados."

A solução encontrada pelo treinador, com jogadores mais leves, buscou trazer mobilidade para a equipe, no entanto, ele mesmo admite que faltou um jogador com mais características de finalizador no confronto, válido pela 17ª rodada do Brasileirão, e que é uma posição onde não é possível fazer adaptações.

"Faltou. Essa figura você não faz, não adianta. O 1 (goleiro) e o nove (centroavante) não se faz. Ah eu vou criar um centroavante. Não cria. É difícil você fazer. Ele já tem um instinto matador, fome de gol, esse é o nove. Os outros tem esse faro, mas sabem jogar de um outro jeito. O nove não, só joga ali. É até um romantismo. Às vezes, para um jogo encardido, um cara que segura na frente, gira e chuta. Aquela chuteira quadrada que o Chulapa usava era o suficiente para pegar um bico, ninguém sabia de onde veio. Às vezes é preciso".

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