Apoiado pela torcida, Corinthians pega o Goiás na Copa do Brasil

Equipe alvinegra precisa vencer por 2 a 0 ou por três gols, caso sofre gols, para se classificar às quartas-de-final

Fábio Hecico, O Estado de S. Paulo

29 de abril de 2008 | 19h37

Jogo importante, já faz algum tempo, é motivo de preocupação e decepção para o corintiano. Até mesmo na conquista do Brasileiro de 2005, o título veio após uma derrota (3 a 2 para o Goiás). Nesta quarta-feira, mais uma vez o Corinthians tem mais um duelo decisivo. Às 21h50, no Morumbi, encara o Goiás, precisando de triunfo por 2 a 0 ou diferença de três caso sofra gols. Ciente da responsabilidade, dirigentes apostam na torcida para reverter retrospecto desfavorável: 3 a 1 sofrido em Goiânia.Veja também: Calendário / Resultados Lulinha pode virar moeda de troca no CorinthiansAté a terça-feira, 29, foram vendidos 40.300 ingressos. Bilhetes de arquibancadas já estão esgotados. E o técnico Mano Menezes comemora. "Futebol é feito para estádio cheio, e a equipe tem de saber conviver com isso. A maioria será nossa e temos de fazê-la jogar do nosso lado", afirma o treinador.Querem ganhar dos goianos no grito, na pressão, na marcação na saída de bola. Um verdadeiro barril de pólvora foi armado para responder em campo, às provocações de Hailé Pinheiro, presidente do Conselho Deliberativo do Goiás, que "chupou uva" e "bebeu vinho" no jogo de Goiânia."Estamos realmente entalados com essas declarações. Mas vamos dar a resposta dentro de campo", promete o lateral-esquerdo André Santos. Discurso semelhante ao do capitão William. "Sem pensar nas provocações, porém, vamos entrar com tudo amanhã, com garra, determinação", diz. "Ano passado, o Grêmio levou 3 a 0 do Caxias e todos deram como certa nossa eliminação. Fizemos 4 a 0 no Olímpico", lembra o zagueiro, em mensagem cifrada.O goleiro Felipe, escalado para as entrevistas ontem, pediu para ser poupado. Sabia que incendiaria ainda mais o confronto. Na verdade, há um temor de que todo o clima criado, se vire contra o próprio clube. A segurança já está reforçada, em caso de um revés. Na Libertadores de 2006 (3 a 1 River Plate, no Pacaembu) e na Copa do Brasil de 2007 (2 a 0 para o Náutico, no mesmo palco), torcedores invadiram campo, vestiário, e ameaçaram bater em jogadores. Justamente em tropeços em decisões.Na temporada passada, o time ainda sucumbiu no Estadual e amargou o rebaixamento à Série B após falhar em duas partidas decisivas: levou de 1 a 0 do Vasco na penúltima rodada e só empatou com o Grêmio, por 1 a 1, na jornada final. Se ganhasse um dos jogos, se manteria na elite nacional. Sem contar os 3 a 2 para o Noroeste que tiraram o Alvinegro das semifinais do Paulista deste ano. Mano garante a volta por cima a partir desta noite. Sem medo de errar. "O Corinthians está pronto para dar uma resposta positiva. A equipe superou o resultado de Goiânia, entendeu porque ele aconteceu", jura.Confiança enorme e ironia no jogo usado de parâmetro. O treinador quer ver o time jogando como no clássico contra o Santos. Está certo que o desempenho até foi bom. Mas o resultado foi a derrota por 2 a 1. CorinthiansFelipe; Carlos Alberto, Chicão, William e André Santos; Nilton, Fabinho, Lulinha e Diogo Rincón; Herrera e DentinhoTécnico: Mano Menezes GoiásHarlei; Vitor, Ernando, Paulo Henrique e Fabinho; Amaral, Ramalho, Evandro e Paulo Baier (Anderson); Alex Terra e SchwenckTécnico: Caio JúniorÁrbitro: Leandro Pedro Vuaden (RS)Estádio: Morumbi, em São PauloHorário: 22 horasRádio: Eldorado/ESPN - AM 700TV: SporTV Naquele clássico, o técnico utilizou esquema com três zagueiros. Marcel e Perdigão atuaram. Agora, estuda um 4-4-2, com Lulinha entrando no meio. A vaga seria de Eduardo Ramos, mas com problemas na documentação, o reforço vindo do Anápolis não recebeu condições de jogo. Dentinho, recuperado de contusão, e Herrera farão a dupla ofensiva.Com o fantasma de Christian rondando. O Corinthians deve pagar a multa rescisória, de US$ 1,6 milhão (aproximadamente R$ 2,72 milhões), e apresentar o atacante até sexta-feira. Salários e tempo de contrato já estão acertados. Seu procurador, Tadeu Oliveira, está em São Paulo e conversou com dirigentes. "Um excelente finalizador. Ele se posiciona bem e que já passou por excelente times. É um bom nome", elogiou André Santos. Mano não quis comentar.Uma coisa é certa: o time viaja para Itu na sexta-feira, onde ficará até a véspera do próximo jogo. Nas quartas-de-final da Copa do Brasil, se classificar (dia 7), ou para a estréia na Série B (dia 10).

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