Após 11 anos, Tricolor sonha com o título

Telê Santana, que dirigiu o São Paulo na Copa Libertadores da América em 1992 e 93, repetia sempre aos seus jogadores como é importante disputar a grande competição das Américas. Dizia que muitos jogadores importantes nunca haviam tido a chance que eles estavam tendo, e que era importante aproveitá-la. Mesmo porque não se sabia quando voltariam a ter esse privilégio.Estava certo. Depois de perder a final de 94 para o Vélez Sarsfield, no Morumbi, o São Paulo ficou dez anos fora da Libertadores. O último jogo foi em 31 de agosto daquele ano. O São Paulo havia perdido em Buenos Aires, no dia 24, por 1 a 0, com gol de Asad, ?El Turco?. A torcida tinha certeza: o time de Telê conseguiria ganhar por dois gols de diferença e ficar com o título.Não foi o que aconteceu. Müller marcou o gol do São Paulo, aos 33 minutos do primeiro tempo e, até o final da partida, o paraguaio Chilavert não foi mais vencido. Ele, que provocara muito os são-paulinos, seria o herói do jogo.A decisão foi para os pênaltis. O Vélez começou marcando, com Trotta; e acertou as outras quatro cobranças, com Chilavert, Zandoná, Almandóz e Pompei. O São Paulo marcou com André, Müller e Euller, mas falhou com Palhinha. Foi o primeiro título sul-americano de Carlos Bianchi, que voltaria a vencer em 2000, 2001 e 2003, sempre com o Boca. Ganhou o Mundial interclubes em 94 e 2003, contra o Milan, e 2000, contra o Real Madrid. Perdeu em 2001 para o Bayern.

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