Washington Alves / Reuters
Washington Alves / Reuters

Após 12h de depoimentos em DP, jogadores pagam fiança e Boca Juniors volta para a Argentina

Dois membros da delegação foram acusados de dano ao patrimônio e outros quatro de lesão corporal e desacato pela confusão no Mineirão, após o jogo contra o Atlético-MG

Redação, Estadão Conteúdo

21 de julho de 2021 | 15h03

Depois de 12 horas de depoimentos na Central de Flagrantes 4 (CEFLAN 4), em Belo Horizonte, a Polícia Civil registrou ocorrência contra seis jogadores e dirigentes do Boca Juniors por causa de uma confusão com adversários e policiais,na noite de terça-feira, após a eliminação da equipe da Copa Libertadores pelo Atlético-MG. Os argentinos foram liberados somente nesta quarta.

Dois membros da delegação do Boca Juniors foram acusados de danos ao patrimônio e tiveram de pagar fiança de R$ 3 mil cada um para serem liberados, de acordo com o que foi informado pela Polícia Civil de Minas Gerais em comunicado oficial. Só deppis disso a delegação foi liberada.

Outros quatro membros do clube argentino foram acusados de lesão corporal e desacato. Eles foram liberados depois de concordarem formalmente em comparecer perante um juizado em uma data futura para responder por ação, acrescentou a polícia. No início da tarde desta quarta e depois de todas as formalidades, a delegação do Boca Juniors saiu direto da delegacia para o Aeroporto Internacional de Confins, na região metropolitana de Belo Horizonte, para viajar de volta a Buenos Aires. Por causa da demora nos depoimentos, o clube perdeu o voo agendado de retorno, previsto para a madrugada.

De acordo com informações da Polícia Civil, sete integrantes da delegação foram identificados como protagonistas dos incidentes. Quatro deles foram fichados por lesão corporal: os atletas Marcos Rojo, Diego González, Carlos Zambrano e o dirigente Raul Cascini. Já Cristian Pavón, Sebástian Villa e Norberto Briasco são identificados por dano ao patrimônio do estádio do Mineirão. O serviço de inteligência da polícia mineira, usando as câmeras de vídeo do saguão do estádio, conseguiu identificar todos eles.

Os argentinos, junto com alguns funcionários do Atlético-MG, prestaram depoimento. A delegação do Boca Juniors foi escoltada por viaturas da Polícia Militar até a delegacia, por volta das 23h30 de terça. Um representante do consulado argentino também acompanhou o procedimento.

Inconformado com a eliminação na disputa por pênaltis após ter um gol anulado no tempo normal, que terminou em empate sem gols, o elenco argentino causou destruição no Mineirão, buscou briga e foi até a porta do vestiário dos árbitros para protestar. Também brigaram com seguranças do estádio. Vídeos gravados por integrantes do clube mineiro e divulgados nas redes sociais mostraram quando os jogadores do Boca atravessaram os corredores dos vestiários do estádio derrubando grades de proteção, atirando objetos e partindo para cima dos seguranças. Um bebedouro foi arrancado do chão e atirado contra os seguranças.

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