Natacha Pisarenko/AFP
Natacha Pisarenko/AFP

Após adiamento da final, Schelotto diz que Boca Juniors estava 'em desvantagem'

Jogadores do time xeneize se machucaram após ataque ao ônibus que levava a delegação

Estadão Conteúdo

25 de novembro de 2018 | 16h42

Guillermo Barros Schelotto e Daniel Angelici, técnico e presidente do Boca Juniors, respectivamente, se pronunciaram neste domingo sobre a decisão do time de se recusar a jogar a final da Copa Libertadores contra o River Plate no Monumental de Núñez. O confronto seria realizado no sábado, chegou a ser adiado para este domingo, mas agora não tem uma data definida, após o ônibus do Boca ser atacado por torcedores do River, provocando ferimentos em alguns jogadores.

Em seu discurso, Schelotto priorizou a parte esportiva e evitou falar do ataque que o ônibus que transportava o elenco sofreu por parte de um torcedor do time rival, que arremessou um artefato que quebrou o vidro do veículo e causou uma lesão no capitão Pablo Pérez devido aos estilhaços.

"Antes das perguntas, quero ser claro: estávamos em desvantagem ontem (sábado), estávamos em desvantagem hoje (domingo). O melhor para Boca era não jogar porque não estávamos em igualdade de condições com o River. As 24 horas que tivemos que viver não correspondem a uma festa", argumentou o treinador na coletiva concedida no Hotel Madero, onde o Boca Juniors se concentrou para o duelo.

Depois do incidente, a partida, inicialmente, teve seu horário postergado duas vezes para, então, ser adiada do sábado para este domingo. No entanto, o Boca realizou uma apresentação formal à Conmebol pedindo novo adiamento da final e a entidade acatou o pedido.

"Eu pensei todo o dia no plano esportivo. Todos eles viram o que aconteceu e não é o clima com o qual um time tem que se preparar para uma partida, seja contra River ou contra qualquer um", afirmou Schelotto. "Claramente estávamos em desvantagem. Não estávamos na mesma condição do River", emendou.

Pouco tempo depois de Schelotto falar, Daniel Angelici explicou que, apesar de ter assinado um termo na véspera, junto com o River, concordando em remarcar a final para este domingo, tinha consciência de que a final só seria realizada se o Boca pudesse levar a campo um time em condições de igualdade com o rival para disputar o título.

"Assinamos um pacto de cavalheiros. Mas eu sei o que eu assinei, tínhamos que chegar à final em igualdade de condições, só assim se poderia jogar", declarou o presidente do clube. "Sofremos uma agressão fora do comum", continuou.

Haverá uma reunião na próxima terça-feira, a partir das 11 horas (de Brasília), em Luque, no Paraguai, sede da Conmebol, para decidir a nova data do confronto, com a presença dos presidentes dos dois clubes. Os dias para remarcar a nova final são escassos, uma vez que o jogo tem de ser realizado após a reunião do G20 em Buenos Aires - reunião dos chefes de Estado e de Governo das 20 maiores economias mundiais - que será nos dias 30 de novembro e 1º de dezembro.

Além disso, há de se considerar a proximidade com o Mundial de Clubes da Fifa, competição que será disputada nos Emirados Árabes Unidos e na qual o vencedor da Libertadores tem sua estreia marcada para o dia 18 de dezembro.

 

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.