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Após agressão de torcedor, sindicato pede segurança ao Vasco

Clube divulga nota de repúdio em nome de Eurico Miranda

Estadão Conteúdo

05 de setembro de 2015 | 13h16

O Sindicato de Atletas de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Saferj) saiu em defesa dos jogadores do Vasco neste sábado após agressão sofrida pelo zagueiro Rodrigo na noite desta sexta-feira. O jogador levou um tapa na cabeça quando desembarcava do ônibus vascaíno para entrar no hotel onde a delegação ficaria hospedada.

Um grupo de 30 torcedores aguardava os jogadores diante do hotel. Eles golpearam o ônibus, xingaram os jogadores e até tentaram agredir alguns atletas. Rodrigo, um dos líderes da equipe, acabou sendo agredido com um tapa por um torcedor não identificado. Irritado com a agressão, ele teria até afirmado que não entraria em campo para enfrentar o Atlético-MG, neste sábado, no Maracanã.

"É lamentável um episódio como este. São fatos que não podemos aceitar. O Sindicato se coloca à disposição dos jogadores com seu corpo jurídico e pediremos ao clube que providencie segurança aos atletas para preservar a integridade dos mesmos. O jogador está no cumprimento do exercício da profissão e não pode passar por um situação como esta", criticou o presidente do Saferj, Alfredo Sampaio.

O sindicato informou que já entrou em contato com a Secretaria de Segurança Pública para cobrar providências contra os jogadores que causaram o tumulto na chegada do Vasco ao hotel, no centro do Rio de Janeiro. O clube carioca também publicou uma nota de repúdio em nome do presidente Eurico Miranda seu site oficial, lamentando o ocorrido. 

Confira nota de repúdio divulgada pelo Vasco: 

O Club de Regatas Vasco da Gama repudia de forma enérgica os atos de violência da última sexta-feira (04/09) patrocinados pelas duas facções que lutam pelo controle da torcida Força Jovem, banida dos estádios por ordem da Justiça.

A tentativa de invasão de São Januário, onde se encontravam atletas profissionais e amadores de diversas categorias, crianças das escolinhas e sócios  foi contida para que não se colocasse em risco a integridade física de todos. Os agressores, quase todos já identificados, pertenciam a uma das facções da Força Jovem.

Já no cerco ao ônibus do clube, na chegada à concentração, no centro do Rio, estavam presentes os membros de outra facção da banida torcida, que agiu com igual violência culminando com a agressão ao jogador Rodrigo. Também neste caso estão identificados os agressores.

É preciso que fique esclarecido que ali não estava a torcida do Vasco. Os verdadeiros torcedores estão envergonhados e chateados com a campanha no futebol e isso é reconhecido pela própria Diretoria. Ali, no entanto, estavam membros de uma organização banida dos estádios e que utilizam quaisquer meios para o controle da facção.

O Club de Regatas Vasco da Gama está tomando todas as providências legais sobre os dois casos para que as condições de civilidade prevaleçam sobre a barbárie e o crime. O Vasco reafirma que defenderá seus atletas, suas crianças e seu patrimônio.

Eurico Miranda 

Presidente do Club Regatas Vasco da Gama


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