Após ameaça de greve, sindicato e liga dos EUA entram em acordo

Salário mínimo dos atletas passou de US$ 35,5 mil para US$ 60 mil

Raphael Ramos e Renan Fernandes, O Estado de S.Paulo

06 Março 2015 | 07h01

Depois de correr o risco de ter o seu início cancelado sob a ameaça de greve do Sindicato dos Jogadores, a temporada de futebol na MLS teve sua estreia confirmada para esta sexta-feira. Membros da Liga e da União dos Jogadores chegaram a um acordo trabalhista coletivo (CBA, sigla em inglês) com duração de cinco temporadas na madrugada da última quinta-feira.

"Nós agora iniciaremos a nossa 20ª temporada com enorme apelo positivo, com nossos novos acordos de televisão, jogadores que são estrelas globais e dois novos times em Nova York e Orlando que vão estrear para uma multidão de mais de 60 mil pessoas no domingo, no estádio Citrus Bowl. Esse acordo servirá de plataforma para nossos jogadores, proprietários e direção trabalharem juntos para tornar a Major League Soccer uma das maiores ligas de futebol do mundo", comemorou o comissário da MLS, Don Garber.

Entre as principais mudanças acertadas está o aumento do salário mínimo dos atletas, que passou de US$ 35,5 mil para US$ 60 mil por ano, e a criação de uma espécie de agência livre para jogadores com mais de 28 anos e oito temporadas disputadas na MLS. Atletas que atinjam esses requisitos podem escolher em quais equipe querem jogar. Até o último acordo, que expirou em 31 de janeiro, os atletas que ficavam sem nenhum vínculo estavam disponíveis para serem recrutados por qualquer equipe. Ou seja, o jogador não tinha opção de escolher por qual time iria jogar.

Outra reivindicação do sindicato atendida foi o aumento do teto salarial das equipes para US$ 4,2 milhões. Assim como ocorre em todas as grandes ligas esportivas dos Estados Unidos, os clubes têm um limite salarial para formar seus elencos. Antes esse valor era de US$ 3,1 milhões. Para criar um mercado atrativo para estrelas internacionais, três atletas podem receber sem ter seus vencimentos inclusos nesse teto. A lei foi um artifício criado para permitir que o Los Angeles Galaxy contratasse o inglês David Beckham, e hoje possibilita o pagamento de valores astronômicos para jogadores como Kaká e Giovinco.

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