Após arrancada no Botafogo, Jair diz: 'Rebaixamento acabaria com minha carreira'

Clube carioca joga para confirmar vaga na Libertadores de 2017

Estadão Conteúdo

09 de dezembro de 2016 | 16h28

O Botafogo joga neste domingo sua classificação à Libertadores de 2017. A possibilidade de classificação para o torneio era impensável para quem acompanhou o primeiro turno do Campeonato Brasileiro, quando o time carioca esteve sempre próximo ao rebaixamento. A arrancada veio sob o comando do novato Jair Ventura, que, recapitulando, admitiu que a queda para a Série B poderia mudar os rumos de sua carreira.

"O jogo mais decisivo, para mim, foi contra o São Paulo (vitória por 1 a 0). Minha estreia, na zona de rebaixamento, fora de casa... Já passei por momentos piores. Sei que uma situação de rebaixamento acabaria com a minha carreira. Isso marcaria de maneira negativa uma gestão tão boa do Carlos Eduardo (Pereira, presidente do Botafogo) e acabaria com a minha carreira", considerou.

Mas o Botafogo cresceu na mão de Jair, arrancou e chega a esta última rodada dependendo apenas de si para ir à Libertadores. Para isso, precisa vencer o Grêmio em Porto Alegre, no domingo, ou torcer contra o Corinthians diante do Cruzeiro. Esta vaga será determinante para o planejamento do clube em 2017, inclusive na busca por reforços.

"Está tudo tranquilo. Estamos vivendo esse momento, em que faltam dois dias para o grande jogo do ano. Isso interfere em tabela, e também estamos buscando jogadores no mercado, que é muito difícil. Estamos com um olho aqui e outro um pouco mais na frente", admitiu Jair.

HOMENAGEM

Também nesta sexta-feira, o Botafogo anunciou a homenagem que fará à Chapecoense na última rodada do Brasileirão. Diante do Grêmio, a equipe entrará em campo com seu uniforme branco com diversos detalhes em verde, cor do clube catarinense que perdeu a maior parte de sua delegação em meio aos 71 mortos do acidente aéreo na Colômbia, no início da semana passada.

O verde estará em detalhes no centro da camisa, no nome do patrocinador, a Caixa, que também é parceira da Chapecoense, na mensagem "#ForçaChape" e no número, nas costas do uniforme. Cada jogador também entrará em campo com o nome de uma das vítimas na camisa.

Outra homenagem, particular, será protagonizada por Jair Ventura. O treinador exibirá em sua camisa o nome de Caio Júnior, com quem trabalhou como auxiliar justamente no Botafogo, em 2011, e que também morreu no trágico acidente.

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