Josep lago/AFP
Josep lago/AFP

Após assumir Espanha, Luis Enrique nega divergências com times de Madri

Treinador ficou marcado pela passagem vitoriosa pelo Barcelona, onde também foi ídolo como jogador

Estadão Conteúdo

11 Julho 2018 | 12h58

Dois dias depois de ter sido confirmado no comando da seleção da Espanha, Luis Enrique concedeu entrevista nesta quarta-feira à emissora espanhola Cuatro e tratou de acabar com qualquer polêmica sobre as críticas que sofreu por ser "anti-madrinista".

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"A crítica vem em anexo a qualquer cargo que ocupemos em nosso país. Aceito muito bem e asseguro que tirarei de letra. Estou aberto para dar a minha melhor versão. Vou tratar todos da maneira como merecem. Quero todos muito bem", afirmou o novo comandante espanhol.

Luis Enrique chega para comandar a seleção espanhola após ter experiência como treinador com a Roma, o Celta de Vigo e o Barcelona, tanto no time B quanto no principal. No comando do clube catalão, faturou nove títulos em três anos: uma Liga dos Campeões, um Mundial de Clubes, uma Supercopa da Europa, dois Campeonatos Espanhóis, três Copa do Rei e uma Supercopa Espanhola.

 

A identificação com o Barcelona gerou críticas pela indicação de seu nome, especialmente, é claro, pelos torcedores do Real Madrid. Apesar de não agradar de imediato uma parte da população espanhola, o treinador disse que não pretende mudar seu estilo. "Se posso melhorar, tentarei fazer. Mas estou contente com o que fiz até agora, até onde cheguei na minha carreira e por isso não pretendo mudar muito meu jeito. Sou o mesmo", disse.

Luis Enrique chega para a vaga que foi ocupada emergencialmente por Fernando Hierro durante a Copa do Mundo. O novo treinador é a aposta da Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF) para acabar com o princípio de crise instaurado na seleção às vésperas da Copa. A dois dias da estreia da Espanha, o técnico Julen Lopetegui foi demitido pela entidade por ter fechado com o Real Madrid. O então diretor esportivo Hierro assumiu o comando para o torneio.

"Não sei se era um sonho (assumir o cargo). Mas tinha essa ilusão. Tive a oportunidade de ser jogador da seleção, de sofrer e desfrutar com a camisa da Espanha em muitos campeonatos. Agora ser técnico implica muita ilusão. Estou muito contente, motivado e com vontade de começar a trabalhar", disse.

Como jogador, Luis Enrique vestiu as cores da seleção por quase dez anos e participou de três Copas do Mundo: 1994, 1998 e 2002. Também integrou a equipe que conquistou a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de 1992, em Barcelona. No total, representou o país em 62 oportunidades e marcou 12 gols.

A campanha da Espanha na Rússia, porém, ficou bem abaixo do esperado. Em quatro partidas, venceu apenas uma vez e empatou as outras três, incluindo diante da Rússia, nas oitavas, quando foi eliminada nos pênaltis. Hierro foi convidado a retomar o cargo de diretor esportivo após a Copa, mas recusou. Com isso, o ex-goleiro José Francisco Molina foi oficializado na direção da equipe.

 

 

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