Após ataque, clubes cobram segurança na Copa Africana

Portsmouth é o clube que demonstrou maior preocupação com o ataque; time cedeu quatro jogadores

AE, Agencia Estado

08 de janeiro de 2010 | 19h06

O ataque violento ao ônibus da delegação de Togo, que resultou em uma morte e deixou seis feridos nesta sexta-feira, na fronteira da Angola, preocupou os clubes ingleses. Os dirigentes cobraram segurança dos seus jogadores durante a disputa da Copa Africana de Nações, que terá início no domingo.

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O Portsmouth é o clube que demonstrou maior preocupação com o ataque. O time cedeu quatro jogadores para a competição: Nwankwo Kanu (Nigéria), Aruna Dindane (Costa do Marfim) e Nadir Belhadj e Hassan Yebda (Argélia).

"Pedimos à Associação de Futebol da Inglaterra para questionar a Fifa sobre a segurança do local, e se é possível garantir a integridade dos nossos jogadores", declarou Gary Double, porta-voz do Portsmouth. "Se a segurança não puder ser garantida, os atletas devem voltar para casa", informou.

O Manchester City, time de Emmanuel Adebayor, que integrava a delegação togolesa, também cobrou segurança à organização da Copa Africana. "Estamos muito preocupados sobre esta situação", declarou o clube, que terá o capitão Kolo Toure na equipe da Costa do Marfim. A diretoria confirmou que entrou em contato com a Associação de Futebol da Inglaterra (FA) para avaliar a situação.

A associação inglesa, por sua vez, confirmou ter contatado os organizadores do torneio e a própria Fifa. "Após o terrível ataque à seleção de Togo, a FA entrou em contato com vários clubes ingleses que têm jogadores na Copa Africana de Nações", assegurou a entidade, em nota.

Já o Chelsea, que terá quatro jogadores na competição, declarou estar seguro quantos aos seus atletas. "Temos certeza de que as federações nacionais e as autoridades estão tomando todas as medidas de segurança necessárias para garantir a segurança dos jogadores e das comissões técnicas". O clube conta com Didier Drogba e Salomon Kalou na seleção da Costa do Marfim, John Obi Mikel no grupo da Nigéria, e Michael Essien na equipe de Gana.

Apesar dos apelos dos clubes ingleses e dos próprios jogadores de Togo, que escaparam do ataque, a competição não está ameaçada e deve ter início no domingo, como estava previsto, segundo declarações iniciais dos organizadores do torneio.

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