Após atraso salarial, jogadores fazem greve no Vila Nova

Elenco se recusa a treinar e garante que só retomará as atividades quando a diretoria acertar todos os pagamentos pendentes

Estadão Conteúdo

16 de outubro de 2014 | 18h46

Na última sexta-feira, uma cena marcou o Campeonato Brasileiro da Série B. Antes do início da partida contra o Joinville, no Estádio Serra Dourada, em Goiânia, pela 29.ª rodada, jogadores do Vila Nova se reuniram no meio-campo e sentaram sobre a linha, concretizando um protesto contra os salários atrasados.

Nesta quinta-feira, porém, o protesto foi ainda maior. Os jogadores se reapresentaram no CT do OBA, mas ao saberem da diretoria que não receberiam os salários atrasados, avisaram o técnico Wladimir Araújo da greve e retornaram para as suas casas.

Segundo o aviso dos jogadores para a diretoria, os treinamentos só voltarão a acontecer após o pagamento dos atrasados. Com relação aos jogos, em princípio, nada muda. Os atletas relacionados se apresentarão normalmente e caberá ao técnico Wladimir Araújo quebrar a cabeça para escolher o time inicial.

Os problemas de salários atrasados no Vila Nova já se arrastam desde o início do ano e as consequências são gritantes. O time foi rebaixado no Campeonato Goiano para a segunda divisão, sendo o penúltimo colocado na Série B, com 23 pontos. Além disso, é apontado por alguns como virtual rebaixado à Série C ao lado da lanterna Portuguesa, com 21 pontos.

Alguns jogadores estão com até três meses de remuneração atrasada. Como já jogou nesta rodada - perdeu por 3 a 0 para o Boa Esporte, em Varginha (MG) - o clube só volta a campo no próximo dia 25, para enfrentar o Sampaio Corrêa, em casa.

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