Após audiência, Lusa mostra confiança para evitar queda

Dirigentes do clube foram ao Ministério Público, que investiga possíveis irregularidades no julgamento do STJD

Gonçalo Junior, Agência Estado

22 de janeiro de 2014 | 18h21

SÃO PAULO - A Portuguesa nem pensa na possibilidade de disputar a Série B do Brasileiro em 2014. A convicção foi mostrada na tarde desta quarta-feira pelo vice-presidente jurídico do clube, Orlando Cordeiro de Barros, após a audiência no inquérito do Ministério Público de São Paulo para investigar possíveis irregularidades no julgamento do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) que decretou o rebaixamento da Lusa no final do ano passado.

Através de uma liminar concedida pela 42ª Vara Cível de São Paulo ao advogado Daniel Neves, a Portuguesa "recuperou" a vaga na divisão de elite do futebol brasileiro, mas a CBF ainda luta judicialmente para fazer valer a decisão do STJD, que retirou quatro pontos da Lusa pela escalação irregular do meia Héverton na última rodada do campeonato. "A única hipótese que consideramos é permanecer na Série A. Passamos mais uma etapa e estamos confiantes", disse Orlando Cordeiro de Barros.

Durante a audiência desta quarta-feira, o dirigente da Lusa confirmou que foi entregue ao MP para investigações um contrato enviado pela CBF que condiciona um empréstimo de R$ 4 milhões solicitado pelo clube à desistência da briga na Justiça para permanecer na Série A. "Esse documento já estava com o Ministério. É uma proposta ridícula e absurda. Foi uma imposição indevida que será investigada", afirmou.

O inquérito aberto pelo MP investiga o suposto desrespeito ao Estatuto do Torcedor na punição da perda de quatro pontos imposta à Portuguesa pela escalação irregular do meia Héverton no jogo contra o Grêmio, na última rodada do Brasileirão do ano passado. Para o órgão, a suspensão do jogador deveria ter sido publicada antes da partida, o que não aconteceu.

O Estatuto do Torcedor, uma lei federal, determina a publicação da suspensão antes que ela seja cumprida. Mas o STJD puniu a Portuguesa com base no Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que, segundo o MP, é um órgão normativo, inferior ao Estatuto do Torcedor. O MP já recebeu a defesa da CBF sobre o caso, mas aguarda o posicionamento do STJD para avançar com as investigações, que devem ser concluídas no início de fevereiro.

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