Lucas Figueiredo/CBF
Lucas Figueiredo/CBF

Após aumento de audiência, EI Plus pretende investir em mais jogos da seleção brasileira

Diretor de esportes da Turner no Brasil, Diego Vieira fala dos planos do canal e celebra marcas expressivas com transmissão das partidas do Brasil nas Eliminatórias

Entrevista com

Diego Vieira, diretor de esportes da Turner

Daniel Batista, O Estado de S.Paulo

25 de novembro de 2020 | 11h00

Uma das novidades nas transmissões de jogos durante a pandemia foi a exibição das partidas da seleção brasileira no pay-per-view. A atração pode não ter agradado ao torcedor, que ainda luta contra a ideia de pagar para ver um jogo, mas os canais envolvidos nas transmissões não têm do que reclamar. O EI Plus, que passou os confrontos do Brasil com Peru e Uruguai, válidos pelas Eliminatórias para a Copa do Mundo, celebra o momento e comemora marcas expressivas para o canal de streaming. A BandSports também exibiu o duelo com os uruguaios, através do sistema de pay-per-view.

Em entrevista ao Estadão, o Diretor de Esportes da Turner Brasil, Diego Vieira, comentou sobre a experiência de transmitir os jogos da seleção brasileira. De acordo com a empresa, houve aumento de 10% de audiência do jogo do Brasil contra o Peru, na 2ª rodada, para a partida diante do Uruguai, na 4ª jornada. Os números de audiência foram próximos das melhores marcas das partidas da Liga dos Campeões, carro-chefe da empresa. Os dados são sigilosos e não revelados.

Que análise o senhor faz sobre a transmissão do jogo da seleção contra o Uruguai? O retorno foi dentro do esperado?

O retorno foi excelente. Tivemos recorde de audiência dentro do EI Plus e muita gente passou a conhecer a plataforma. Nosso investimento é para oferecer uma proposta de muita qualidade para o fã com produtos como Champions (Liga dos Campeões), Brasileirão e o Italiano. Ter o privilégio de transmitir a seleção brasileira é motivo de orgulho para todos nós. 

O próximo jogo da seleção nas Eliminatórias será em março do ano que vem (dia 25, contra a Colômbia). A Turner tem interesse em transmitir o jogo e obter o pacote completo das Eliminatórias?

Sim. Mas ainda não fechamos o acordo. 

Muitos torcedores reclamaram do fato de o jogo da seleção não passar no TNT. Isso fez parte do contrato com a Mediapro (empresa que negociou a venda dos direitos de transmissão) ou foi uma questão estratégica da Turner?

Pela negociação que fizemos, só tínhamos o direito de transmitir no EI Plus, pelo sistema de pay-per-view. Não podíamos passar em nenhum outro canal. (A reportagem apurou que a Turner conseguiu acertar a compra dos direitos por um valor bem abaixo justamente por passar apenas no pay-per-view. O valor para exibição no TNT ou no Space, seus canais na TV fechada, seria maior).  

A Turner tem se destacado na transmissão dos jogos da Liga dos Campeões, Brasileirão e na Liga das Nações. Há planos de investir em outras competições?

Continuamos monitorando o mercado de direitos de transmissão. Acabamos de fechar o melhor pacote do Campeonato Italiano para EiPlus e PayTV com transmissão de nove jogos por rodada. O investimento sempre depende de muitos fatores e do modelo de negócio que vamos aplicar para cada conteúdo, mas é lógico que continuamos buscando boas oportunidades. Estamos de olho no mercado. 

Existe algum plano de parceria com emissoras já existente ou até a criação de um canal na TV aberta?

Nós temos um ótimo relacionamento com todas as emissoras do Brasil, tanto para troca de conteúdo quanto para oportunidades de negócios. É o que eu posso dizer, neste momento. 

A Turner foi uma das maiores apoiadoras da MP 984 (que previa mudanças nos direitos de transmissão). Como o senhor vê o fato de ela não ter virado lei e da disputa entre emissoras pelos jogos?

Entendemos que a discussão do modelo atual de distribuição de direitos para o cenário nacional abre novas possibilidades de monetização e incentiva a concorrência. É algo saudável. No fim, acreditamos que o debate pode nos entregar um modelo que fortaleça os clubes e ofereça mais opções para os torcedores.

A Turner pretende investir em outros esportes?

Nossa produção de conteúdo multiplataforma é voltada para todos os esportes. Temos, por exemplo, uma comunidade enorme e mega engajada de esportes dentro do EI Games. Logicamente que o futebol tem um retorno enorme no Brasil e hoje fazemos um grande investimento em competições como Champions e Brasileirão, mas seguimos de olho no mercado e monitorando oportunidades.

É possível revelar os valores que a Turner já gastou em transmissão ou que pretende gastar?

Não revelamos valores, mas são investimentos do tamanho e da importância que tem um Brasileirão e uma Champions para o torcedor brasileiro.

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