Andrew Richardson/USA Today
Andrew Richardson/USA Today

Após bater Cigano, Cain Velásquez deve encarar outro brasileiro

Confronto envolvendo o norte-americano e gaúcho Fabrício Werdum acontece em 2014

Fernando Arbex, Especial para o Estado

21 de outubro de 2013 | 07h30

HOUSTON - Cain Velásquez venceu o último capítulo da trilogia com Júnior Cigano e manteve o cinturão dos pesados. Agora, seu próximo adversário será o gaúcho Fabrício Werdum. A informação foi dada pelo presidente do UFC, Dana White, logo após o combate em que o americano derrotou o brasileiro por nocaute técnico, no quinto round do UFC 166, em Houston (EUA).

Ainda não há data confirmada para o encontro entre Velásquez e Werdum, que ocorrerá em 2014. O brasileiro, que estava nos EUA para comentar a disputa do cinturão dos pesados, afirmou que o estilo do norte-americano encaixa bem com o seu. "Muito boa luta! Agora vou focar muito para ser o novo campeão! O jogo do Cain é perfeito pra mim", escreveu Werdum no Twitter.

Velásquez foi diplomático ao comentar sobre o próximo adversário. "Ele é um lutador muito bom, na luta em pé, no jiu-jítsu. Tenho grande respeito por ele, que é um grande campeão."

No octógono, na madrugada de ontem, Velásquez provou mais uma vez que é superior ao brasileiro. Ele dominou totalmente o rival, assim como no segundo combate entre os dois, e foi perfeito na estratégia de não dar espaço ao adversário, impondo um ritmo frenético de luta desde o início.

No terceiro assalto, Velásquez quase nocauteou o desafiante, que aguentou castigo enorme. O campeão foi para cima e só não venceu naquele momento porque o árbitro Herb Dean permitiu que o brasileiro continuasse lutando. Mais tarde, no quarto assalto, Cigano foi examinado pela médica do evento porque estava com um sangramento no supercílio esquerdo, mas teve a permissão para permanecer no combate, cena que se repetiu no intervalo antes do último período. Porém, tudo se acabou para Júnior no último assalto.

White criticou a atuação do árbitro e da médica. Para o presidente do UFC, o combate deveria ter acabado no terceiro round. "Não sou médico, mas estou nesse esporte há bastante tempo. Sei que Junior é um cara duro, mas o juiz tinha de ter parado o combate. Ele não precisava mais ter sido golpeado."

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