Após boa atuação, Argélia ganha esperança para o futuro

'Nossa evolução de 2010 para cá foi incrível', afirmou o zagueiro Bougherra, que espera um efeito positivo para o futebol do país

Mateus Silva Alves - Enviado especial a Porto Alegre, O Estado de S. Paulo

30 de junho de 2014 | 23h50

Com a óbvia exceção dos torcedores da Alemanha, todos os que viram a partida disputada no Beira-Rio sentiram compaixão pelos jogadores da Argélia. Foi impressionante o espírito de luta do time africano, que claramente sucumbiu diante da maior força física dos alemães. Os jogadores argelinos estavam devastados pela derrota, mas, ao mesmo tempo, deixaram o estádio certos de que ganharam muitos fãs e bastante confiança para as próximas competições.

Na condição de integrante mais velho do elenco, o zagueiro Bougherra falou em nome do time e exaltou a luta da Argélia diante da Alemanha, além de lembrar o efeito positivo que a ótima campanha na Copa do Mundo deverá ter no futuro do futebol de seu país.

"Nossa evolução de 2010 para cá foi incrível", afirmou Bougherra, referindo-se à fraca campanha da equipe no Mundial da África do Sul – a Argélia foi eliminada na primeira fase, sem ter marcado um único gol. "Nossa maior evolução se deu na mentalidade. As derrotas de 2010 nos ensinaram muito, nos fizeram bem. Desta vez, mostramos nosso potencial. Queremos usar isso na próxima Copa Africana de Nações (que será disputada no ano que vem, no Marrocos), pois nosso objetivo, agora, é ganhar essa competição."

Da mesma maneira pensa o goleiro M’Bolhi, que teve ao menos o consolo de ganhar o troféu destinado ao melhor jogador da partida. Ele, assim como Bougherra, espera que a campanha no Mundial do Brasil sirva como um impulso para o futebol da Argélia.

"Escrevemos aqui a história do futebol argelino", falou o goleiro, referindo-se ao fato de que, pela primeira vez, a Argélia superou a fase de grupos de uma Copa. "Temos uma boa base para seguirmos em frente. Vimos que somos capazes de jogar em alto nível."

Ao que tudo indica, a Argélia seguirá em frente sem o bósnio Vahid Halilhodzic, treinador que teve um papel muito importante na campanha da seleção no Mundial. O contrato dele terminou nesta segunda-feira, e sua ausência na entrevista coletiva de depois da partida – que sempre conta com a presença dos treinadores das duas equipes – é um sinal claro de que o vínculo não será renovado.

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