Wilton Junior/Estadão
Wilton Junior/Estadão

Após boa estreia na Copa, Coutinho evita protagonismo: 'Nosso forte é o coletivo'

Meia rechaça status de estrela e prefere dividir funções e holofotes com todo o elenco do Brasil

Ciro Campos, Leandro Silveira e Marcio Dolzan, enviados especiais / Sochi, O Estado de S.Paulo

19 Junho 2018 | 14h42

Destaque da seleção brasileira na estreia na Copa do Mundo ao marcar um golaço no empate por 1 a 1 com a Suíça, domingo, em Rostov, Philippe Coutinho é também uma das referências do Barcelona, mas, fora de campo, adota um discurso bem diferente ao exibido dentro dos gramados. O meia-atacante pode até ter mais responsabilidades caso Neymar não se recupere bem das dores no tornozelo direito para o compromisso com a Costa Rica, sexta-feira, em São Petersburgo, pela segunda rodada do Grupo E da competição, mas prefere mesmo valorizar o conjunto do time dirigido por Tite.

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"Na seleção, a gente tem um grupo de grandes jogadores, de muita qualidade. E cada um tem sua responsabilidade e todo mundo quer fazer bem. Cada um fazendo a sua parte, a equipe cresce, aí um vira protagonista numa partida, depois é outro", afirmou Philippe Coutinho em entrevista coletiva após o treinamento desta terça-feira em Sochi.

O próprio Philippe Coutinho admitiu que tenta fugir de qualquer protagonismo longe dos gramados ao afirmar que sente "muito melhor" dentro de campo do que conversando com a imprensa, mas os números e seu talento não permitem que o seu brilho seja apagado, como o desempenho recente no Barcelona, com dez gols marcados nos 22 jogos que disputou pelo clube na segunda metade da temporada 2017/2018.

"Foram seis meses muito bons, cheguei a um clube onde sempre sonhei estar, jogando ao lado de grande craques. Teve um período de adaptação no início e pouco a pouco fui me acostumando. Tenho muito a evoluir, mas foi uma temporada boa pra mim", avaliou Philippe Coutinho, descartando, porém, se colocar no mesmo rol dos principais jogadores do futebol mundial.

 

"Sempre falei que não gosto de falar de mim. Não é uma coisa que tenho na cabeça, o que tenho na cabeça é me preparar, aprender, evoluir, e dentro da competição fazer o meu melhor para ajudar o Brasil a chegar ao seu objetivo de ser campeão", acrescentou o jogador do Barcelona.

No treino desta terça, que teve apenas os 20 minutos iniciais acompanhados pela imprensa, as atenções se voltaram para Neymar, que deixou o trabalho logo no começo, incomodado com dores no tornozelo do pé direito, provocadas por pancadas recebidas no duelo com a Suíça. O problema foi minimizado pela CBF e pelo próprio Philippe Coutinho. Mas ele reconheceu que o atacante do Paris Saint-Germain é fundamental para a seleção. "Neymar é um dos maiores jogadores do mundo. Jogar com ele no nosso time é um grande 'plus', importantíssimo para nossa equipe", disse.

Porém, Philippe Coutinho assegurou que a coletividade da seleção poderá fazer a diferença nos momentos em que a equipe não contar com Neymar. "Neymar é muito visado, ele recebe muitas faltas, muitas pancadas. Claro que nosso forte é o coletivo, ainda que em uma partida ou outra um jogador vai se destacar", concluiu.

A seleção volta aos treinos na tarde de quarta-feira. A atividade será fechada, pois logo no início da noite a equipe viaja para São Petersburgo, local do compromisso de sexta-feira.

 

 

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