Após briga, corintianos são 'presos' na Vila Belmiro pela PM

Torcedores têm de ficar no estádio até as 19h30 para que os santistas pudessem deixar primeiro as arquibancadas do estádio

Sanches Filho e Raphael Ramos, O Estado de S.Paulo

10 de agosto de 2014 | 19h29

Uma embosca feita por santistas para pegar torcedores do Corinthians acabou em briga generalizada nos arredores da Vila Belmiro duras horas e meia antes da partida deste domingo. Cerca de 250 torcedores entraram em confronto e muitos utilizaram barras de ferro, pedaços de pau, garrafas, pedras, rojões e até latões de lixo para atacar os rivais.

Imagens gravadas por moradores da rua Dom Pedro I, que fica ao lado do estádio, mostram o momento da confusão. Em maior número, aproximadamente 200 santistas partiram para cima de 50 corintianos, que não se intimidaram e revidaram. O enfrentamento durou aproximadamente cinco minutos, quando os corintianos fugiram correndo. A Polícia Militar usou gás de pimenta e bombas de gás lacrimogêneo para dispersar os brigões. Na confusão, um carro foi danificado.

Após a briga, vinte torcedores com camisas dos dois times foram levados para o Pronto Socorro da cidade, onde ocorreu uma nova confusão depois que corintianos invadiram o local para tentar agredir santistas que estavam sendo atendidos. Um santista sofreu traumatismo craniano.

MAIS CONFUSÃO

Aproximadamente 30 minutos depois da briga nos arredores da Vila Belmiro, a PM deteve 30 santistas que estavam soltando fogos e atrapalhando o trânsito no túnel do Monte Serrat, na entrada da cidade. Segundo a polícia, o grupo não tinha ligação com a emboscada feita no estádio. Para evitar novos enfrentamentos, a Polícia Militar manteve os cerca de 800 corintianos que foram acompanhar o jogo na Vila Belmiro até 19h10 dentro do estádio e depois escoltou os ônibus do grupo no retorno para São Paulo.

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