Felipe Rau/Estadão
Felipe Rau/Estadão

Após comoção em Medellín, Chapecó tem apoio frio ao Atlético Nacional no Mundial

Cidade catarinense não registra grande mobilização em prol de time colombiano

Ciro Campos, enviado especial a Chapecó, O Estado de S. Paulo

14 de dezembro de 2016 | 17h40

A população de Chapecó fez um apoio discreto nesta quarta-feira para o Nacional, da Colômbia, durante a partida da equipe no Japão pelo Mundial de Clubes. Duas semanas depois da tragédia com a Chapecoense, em episódio que aproximou a relação entre os dois países sul-americanos, a cidade catarinense não teve a rotina alterada, tampouco se mobilizou para manifestar apoio.

Os bares que costumam ter a concentração de torcedores da Chapecoense não abriram na manhã desta quarta-feira. Às 8h30, horário do começo da semifinal do Mundial de Clubes, em Osaka, o comércio começou a abrir as portas. Nos estabelecimentos, os poucos televisores ligados não estavam sintonizados na partida entre a equipe colombiana e o Kashima Antlers, do Japão. Com o jogo transmitido para o Brasil apenas em canais de TV fechada, poucas pessoas que passavam pelas ruas tiveram chance de ver os lances.

Nos locais visitados pela reportagem, a movimentação de pessoas pelo jogo era discreta. Em uma lanchonete na avenida Getúlio Vargas, via principal do centro de Chapecó, os atendentes só ligaram a televisão para ver o jogo depois de serem questionados se estavam ansiosos para a partida do Atlético Nacional. "A cidade criou simpatia pelo time colombiano pelo apoio imenso que demonstraram pela Chapecoense. Tomara que ganhem", afirmou o funcionário do local, Emanuel Gabiatti.

Apesar de bandeiras da Colômbia em alguns estabelecimentos e da relação de admiração, a torcida fria dos chapecoenses pelo Nacional não foi suficiente. A equipe atual campeã da Libertadores perdeu por 3 a 0 para o time japonês pela semifinal do Mundial de Clubes e vai ter de disputar o terceiro lugar contra o perdedor do confronto entre Real Madrid, da Espanha, e América, do México.

A comoção em Medellín para prestar apoio e homenagear os 71 mortos no acidente aéreo da Chapecoense, que viajava à cidade para jogar a final da Sul-Americana, aproximou os governantes das duas cidades. O prefeito de Chapecó, Luciano Boligon, disse em entrevista à Rádio Estadão nesta quarta-feira que pretende homenagear a cidade colombiana com alguma praça.

Antes do embarque para o Japão os jogadores do Nacional afirmaram que sonhavam em dedicar um possível título mundial para a Chapecoense. A torcida colombiana que foi à Ásia levou, inclusive, faixas, camisas e cantou músicas em referência ao time catarinense.

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