Thibault Camus/AP
Thibault Camus/AP

Após confirmação da morte de Sala, Cardiff City cancela treinamentos na Espanha

'Depois de tudo o que se passou no clube nestes últimos dias, prefiro abraçar meus filhos e ver minha esposa', disse o treinador da equipe

Redação, Estadão Conteúdo

11 de fevereiro de 2019 | 11h46

A morte do argentino Emiliano Sala em um acidente de avião no Canal da Mancha, confirmada na última quinta-feira com o encontro do corpo nos escombros da aeronave, ainda repercute no Cardiff City, clube para o qual o meia jogaria depois da transferência acertada junto ao Nantes, da França, em meados do mês passado. O técnico do time do País de Gales, Neil Warnock, anunciou o cancelamento de um período de quatro dias de treinamentos em Tenerife, na Espanha, nesta semana.

Depois de derrotar o Southampton por 2 a 1, no último sábado, fora de casa, pelo Campeonato Inglês, o Cardiff City só voltará a jogar no próximo dia 22 contra o Watford. Assim, usaria essa semana livre para realizar treinamentos em Tenerife, nas Ilhas Canárias, na Espanha, para aproveitar um local com mais calor que o inverno rigoroso na Grã-Bretanha.

"Depois de tudo o que se passou no clube nestes últimos dias, prefiro abraçar meus filhos e ver minha esposa. Todos pensarão no que aconteceu e verão que a família é mais importante que o futebol", afirmou o treinador do Cardiff City.

Sala e o piloto David Ibbotson estavam a bordo do avião que desapareceu do radar no Canal da Mancha em 21 de janeiro, em voo que ia da cidade francesa de Nantes para Cardiff, a capital do País de Gales. O corpo, que foi anunciado como sendo do jogador na última quinta-feira, só foi resgatado na noite de quarta pela Agência de Investigação de Acidentes Aéreos da Grã-Bretanha (AAIB, na sigla em inglês).

Os investigadores ainda não recuperaram os restos do avião, que estava voando de Nantes a Cardiff depois que o atacante acertou a sua transferência do clube francês para a equipe do Campeonato Inglês.

Os restos da aeronave foram localizados no último dia 3, após a família do jogador levantar fundos para iniciar uma busca privada com David Mearns, um especialista norte-americano em detecção de naufrágios, em colaboração com investigadores britânicos. Antes, buscas haviam sido feitas pelas autoridades britânicas, mas posteriormente foram interrompidas.

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