Wilton Junior/Estadão
Wilton Junior/Estadão

Após confusão, polícia impede invasão de torcedores ao Maracanã

Dois grupos de torcedores do Flamengo, sem ingressos,  tentaram invadir o perímetro restrito a quem tinha as entradas

Marcio Dolzan, O Estado de S.Paulo

23 de outubro de 2019 | 22h46

A longa espera pelo jogo que definiu o representante brasileiro na final da Libertadores ajudou a dar uma atmosfera de festa que há muito o Rio de Janeiro não vivia no futebol. Mas também trouxe sua confusão, com tentativa de invasão ao estádio do Maracanã e lançamento de bombas de gás.

Por volta das 21h, a apenas meia hora do início do jogo entre Flamengo e Grêmio, dois grupos de flamenguistas sem ingressos  tentaram invadir o perímetro restrito a quem tinha as entradas. Os dois tentaram atravessar o canal do rio Maracanã e foram impedidos por policiais do Batalhão de Choque da PM, que lançaram bombas de gás lacrimogêneo e dispararam tiros com balas de borracha.

A segunda tentativa de invasão pelo rio canalizado ocorreu minutos depois, e foi novamente rechaçada pela PM. Do outro lado da arena, houve corre-corre na passarela que liga o Maracanã à estação de metrô. Mais uma vez, o princípio de tumulto foi contido com bombas de gás.

Confusão de lado, o torcedor que foi para de fato assistir ao clássico nacional estava em êxtase. Houve quem fosse fantasiado de Batman - o Cavaleiro das Trevas foi rebatizado Cavaleiro Rubro-Negro -, de Jorge Jesus, árbitro de vídeo e outros.

No intervalo da partida, o governador do Rio, Wilson Witzel (PSC) sancionou, de um dos camarotes do estádio, a lei que autoriza a volta da geral no Maracanã. A ideia é criar uma área sem cadeiras, que seriam colocadas apenas nas partidas que exigem estádio padrão Fifa. /Colaborou Fabio Grellet

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