Lucas Uebel/Grêmio
Lucas Uebel/Grêmio

Após Copa Casa, atacante chegou ao Grêmio de Renato Gaúcho

Jadson Ailton foi destaque do torneio para internos e hoje está na série A3 do Campeonato Paulista

Gonçalo Junior, O Estado de S.Paulo

05 Março 2018 | 07h00

Quando cumpria pena de um ano e dois meses por tráfico de drogas, em sua segunda passagem pela Fundação Casa de Botucatu, Jadson Ailton Oliveira da Silva Vale (ele faz questão de dar o nome verdadeiro) viu que o futebol era sua (única) chance de mudar de vida. “O futebol foi importante para eu esquecer onde eu estava. Além disso, eu sabia que, se fosse bem na Copa Casa, eu teria um futuro”, diz o atacante de 19 anos. 

A evolução foi rápida. Depois de conseguir liberação para treinar futebol de salão, ele fez um teste no Noroeste e foi aprovado. Depois de cumprir sua passagem na Fundação Casa, ele passou por São Bernardo, Diadema, Catanduvense e União Barbarense. Na disputa da Copa São Paulo do ano passado, foi o autor do gol mais bonito do torneio, o que chamou a atenção de vários clubes, entre eles, Atlético-PR, Gama, Rio Ave e Grêmio. Ele escolheu o último. 

O atacante conta que passou um mês no sub-19 e o restante do ano no time profissional. Chegou a trabalhar com Renato Gaúcho, mas tomou a decisão de sair. Hoje, ele se arrepende. “Na época, eu tive algumas dificuldades, prefiro não falar os detalhes, mas faltou paciência. Hoje, eu me arrependo”, diz o atacante que hoje defende o Velo Clube, na série A3 do Paulistão. “Não tenho vergonha de falar do meu passado. Teria vergonha se tiversse continuado naquela vida”, afirma. 

Francesco Barletta, coordenador da base do Grêmio, afirma que a passagem de Jadson foi boa. “Nós fazemos futebol, não fazemos justiça. Ele cumpriu as obrigações legais. Teve uma passagem boa, mas tínhamos outras opções na posição.”  

Aos 17 anos, Sandro (nome fictício) tenta seguir o caminho de Jadson. Destaque da equipe de Piracicaba, ele soma 17 gols em cinco jogos. Foi aprovado nos primeiros testes na base do XV de Piracicaba, mas agora tenta autorização para sair e treinar duas vezes por semana. “Para mim, o futebol é uma arte. Eu faço por prazer”, diz o atacante de 17 anos. Segundo ele, ainda falta um mês de sua pena de sete por tráfico de drogas.

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