Bruno Cantini/Atlético-MG
Bruno Cantini/Atlético-MG

Após Corinthians, BMG negocia patrocínio ao Atlético-MG e faz ação neste domingo

Em 2018, equipe mineira contava com o patrocínio da Caixa Econômica Federal

Aline Bronzati, Estadão Conteúdo

20 de janeiro de 2019 | 14h53

O banco BMG iniciou conversas com o Atlético-MG para fechar uma nova parceria. O acordo inclui patrocínio nas camisas do time de Belo Horizonte e outras ações e deve ser anunciado, conforme confirmou a instituição bancária ao Estado, nesta semana. Nos últimos dias, o banco mineiro também fechou patrocínio com o Corinthians.

Uma iniciativa pontual será feita já no jogo deste domingo, quando o Atlético-MG estreia no Campeonato Mineiro contra o Boa, no estádio Independência, em Belo Horizonte, a partir das 17 horas. O nome do BMG estampará as camisas dos jogadores como principal parceiro do clube. O acordo entre o banco e o time, contudo, ainda não estaria fechado e marca a volta do patrocinador que já investiu no Atlético-MG no passado.

Caso o negócio avance, o BMG vai substituir a Caixa Econômica Federal, que deixou de patrocinar o Atlético-MG. Ocupará ainda um espaço que também teria sido negociado, conforme a imprensa esportiva, pelo concorrente banco Inter, que patrocina o São Paulo. Ambos se posicionaram como bancos digitais.

Não é a primeira vez que o BMG aposta no esporte. Já patrocinou no passado nomes como o próprio Atlético-MG, Cruzeiro, Flamengo, Vasco, Palmeiras, Coritiba e São Paulo. Desta vez, conforme fontes, deve ficar apenas com Corinthians e Atlético-MG.

O investimento que o BMG fará para voltar a exibir a sua marca nos campos de futebol se justifica pelo fato de o valor financeiro ser inferior a outras campanhas de mídia. Na mira do banco BMG, controlado pela família Pentagna Guimarães, está não só a exposição da marca, mas também a oferta de produtos financeiros para os torcedores. No caso do Corinthians, são 30 milhões. Já o Atlético-MG, conforme a última pesquisa Ibope que aferiu o número de torcedores, teria uma torcida de cerca de 7 milhões.

De quebra, a nova aposta do BMG no futebol pode ajudar o banco a fortalecer o número de clientes e resultados para fazer uma nova tentativa de abrir capital na bolsa brasileira. No final do ano passado, o BMG desistiu de levar a sua oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) adiante após não aceitar baixar o preço como queriam os investidores. Uma nova ofensiva era esperada para 2019 tão logo melhorassem as condições para captar recursos na bolsa, segundo fontes.

O BMG é líder no mercado de cartão de crédito consignado, com mais de 65% de participação de mercado, e ocupa a posição de sexto maior emissor de cartões de crédito entre as instituições financeiras. Encerrou setembro último com 3,6 milhões de clientes ativos. O banco, que no passado teve uma joint venture em crédito consignado com o Itaú Unibanco, foi fundado há quase 90 anos por Antônio Mourão Guimarães.

 

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