Divulgação/Atlético-MG
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CBF defende árbitros do Brasileirão: 'Acertos chegam a 90%'

Arbitragem foi protagonista na última quarta-feira por erros capitais

Marcio Dolzan, O Estado de S. Paulo

03 de setembro de 2015 | 15h49

O festival de reclamações contra a arbitragem na abertura da 22ª rodada do Brasileirão - houve contestações fortes em pelos quatro dos sete jogos realizados na quarta-feira - fez a Comissão de Arbitragem da CBF divulgar uma nota nesta quinta-feira defendendo sua atuação. O comunicado, genérico, não cita nenhum erro na rodada e afirma que "o porcentual de acerto dos árbitros chega a 90%".

Segundo a nota, "a Comissão de Arbitragem da CBF trabalha com uma série de medidas para melhorar o nível de atuação dos árbitros". O texto afirma que a entidade tem promovido cursos e seminários para os juízes e que o porcentual de acerto "chega a 90%". Ainda segundo o comunicado, os erros acabam repercutindo mais porque "mexem com a emoção".

A entidade também defendeu a categoria refutando, nas entrelinhas, eventual favorecimento a determinadas equipes. "Os árbitros não erram de propósito. Eles dependem das boas atuações para serem mantidos na escala e trabalharem nas próximas rodadas. A Comissão de Arbitragem confia na honestidade de todos eles e não duvida da lisura de suas atuações."

Após a rodada de quarta-feira, dirigentes de Atlético-MG e Fluminense reclamaram publicamente da atuação da arbitragem do jogo em Minas Gerais, onde o Atlético foi derrotado pelo Atlético-PR após gol em pênalti duvidoso, e em São Paulo, no qual o time carioca teve um gol mal anulado contra o Corinthians. Houve críticas fortes contra a própria Comissão de Arbitragem.

Daniel Nepomuceno, presidente do Atlético-MG, não permitiu que jogadores e comissão técnica de sua equipe dessem entrevistas e, após o jogo, declarou que "o senhor Sérgio (Correa, presidente da comissão) não tem condições de pisar na CBF amanhã (quinta.)". Ele pediu ainda o afastamento do dirigente. Já o ex-presidente do Atlético-MG Alexandre Kalil afirmou em uma rede social que "Sérgio Correa, infelizmente, tem camisa", citando suposta preferência do dirigente.

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