Ueslei Marcelino/Reuters
Ueslei Marcelino/Reuters

Após críticas ao gramado, gestores da Arena do Grêmio culpam clima e excesso de jogos

Estádio vai receber da partida da seleção brasileira na quinta-feira pelas quartas de final da Copa América

Gonçalo Junior, O Estado de S.Paulo

24 de junho de 2019 | 16h02

Após as críticas de Lionel Messi e Luis Suárez ao gramado da Arena do Grêmio e a visita do técnico Tite na manhã desta segunda-feira para conferir o palco da partida de quinta-feira da seleção brasileira, a Arena Porto-Alegrense, empresa responsável por administrar o estádio gremista, divulgou uma nota oficial explicando os problemas do campo. De acordo com os administradores, dois fatores estão retartando a recuperação do gramado: o clima e o excesso de jogos

"A primeira e mais importante (variável) é relacionada ao clima. A Ryegrass (grama utilizada no inverno) se desenvolve melhor em temperaturas mais baixas, o que não está ocorrendo em Porto Alegre neste período. Aliada ao sombreamento do inverno (metade do campo), as temperaturas estão mais elevadas, retardando o desenvolvimento da mesma e a sua recuperação pós atividades", explicou a administradora.

Os gestores também citam o volume de atividades no gramado entre 14 e 23 de junho. Segundo a nota, o campo foi utilizado sete vezes neste período: em três jogos - os empates entre Peru e Venezuela (0 a 0) e Uruguai e Japão (2 a 2) e a vitória da Argentian sobre o Catar (2 a 0) - , três aquecimentos pré-jogo e um treino de reconhecimento. "Os treinos exigem muito do gramado e o afetam de forma heterogênea, apresentando mais desgastes em algumas áreas do campo, dependendo das atividades realizadas", diz outro trecho do documento.

A previsão é que o Brasil treine na Arena do Grêmio na quarta-feira, véspera do jogo. Nas quartas de final, a equipe de Tite vai enfrentar o vencedor do duelo entre Equador e Japão, realizado nesta segunda-feira. Caso o jogo termine empatado, o Paraguai será o adversário do Brasil. Ainda existe uma remota possilidade de que o rival seja o Uruguai.

Os gramados têm sido alvo de críticas nesta Copa América. Locais como Salvador e Porto Alegre são as sedes com os maiores problemas. "A bola quica mal. O campo estava muito ruim. Todos os gramados em que jogamos estavam muito ruins. É muito difícil de jogar, precisa de tempo para parar a bola, mas temos que passar por isso para conseguir jogar", disse Messi após a vitória da Argentina em Porto Alegre.  

Abaixo, a nota da Arena do Grêmio na íntegra:

A Arena do Grêmio esclarece que as condições do gramado dependem de algumas variáveis. A combinação de duas delas em particular tem retardado a recuperação plena do mesmo:

A primeira e mais importante é relacionado ao clima. A Ryegrass (grama utilizada no inverno) se desenvolve melhor em temperaturas mais baixas, o que não está ocorrendo em Porto Alegre neste período. Aliada ao sombreamento do inverno (metade do campo), as temperaturas estão mais elevadas, retardando o desenvolvimento da mesma e a sua recuperação pós atividades.

A segunda refere-se justamente à frequência do uso do gramado: Pelas características da competição, durante o período de 14 a 23 de junho o gramado foi utilizado em 7 ocasiões (três partidas, um treino de reconhecimento e três treinos de aquecimento no pré-jogo). Os treinos exigem muito do gramado e o afetam de forma heterogênea, apresentando mais desgastes em algumas áreas do campo, dependendo das atividades realizadas. 

Estas duas variáveis em concomitância tem contribuído para uma recuperação mais lenta do nosso gramado. Estaremos empenhados e realizando os manejos adequados para alcançar as condições necessárias para a prática do melhor futebol em nossa arena.

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