Nelson Antoine/AP
Nelson Antoine/AP

Após demitir Chamusca, Guarani faz lista de opções para substituir técnico

Vadão, ex-técnico da seleção brasileira de futebol feminino, é um dos nomes cotados

Estadão Conteúdo

22 de novembro de 2016 | 14h09

Se a saída do técnico Marcelo Chamusca era dada como certa há muitos dias pelos próprios dirigentes, agora ela se tornou oficial. A diretoria confirmou que já iniciou o processo de seleção para encontrar um substituto para o cargo. O que não faltam são nomes, mas o certo é que o calendário de 2017 inclui o Campeonato Paulista da Série A2 e depois o Brasileiro da Série B.

Um dos nomes cotados e visto com bons olhos é o de Vadão, que até o final de outubro comandava a seleção brasileira de futebol feminino. O ponto positivo é sua grande identificação com o clube. Ele trabalhou no Guarani em quatro oportunidades, sendo a última passagem em 2012, quando foi vice-campeão paulista. O que pode ser um empecilho é o salário, já que Vadão ganhou visibilidade ao trabalhar na seleção.

Outro desejo do clube é Ney da Matta, que comandou o Boa durante a disputa da Série C do Brasileiro e faturou o título justamente em cima do Guarani. Há ainda outros nomes sempre falados como Vagner Benazzi, com larga experiência no interior paulista e passagem de sucesso no comando da Portuguesa, e Estevam Soares, que já passou pelo clube e atualmente dirige o Bragantino na Série B.

Marcelo Chamusca comandou o Guarani em 24 jogos, nos quais acumulou 13 vitórias, seis empates e cinco derrotas, tendo um aproveitamento de 62,5%. Agora, ele estuda propostas do futebol asiático e também é especulado no Paysandu. "Agradeço a chance de ter participado de um projeto vitorioso. Subimos o time para a Série B e resgatamos o apoio da torcida, que abraçou o time", afirmou o agora ex-técnico bugrino.

DISPUTA POLÍTICA E JURÍDICA

Enquanto as especulações ganham espaço no futebol, nos bastidores a situação do clube é complicada tanto na área jurídica quanto na política. A Procuradoria-Geral da Fazenda pediu o embargo da alienação do estádio Brinco de Ouro, em princípio, feita pelo Grupo MGM, por perto de R$ 60 milhões.

A União alega ser necessária uma nova avaliação para definir o valor da área leiloada, já que identificou disparidades nas avaliações feitas pela Justiça do Trabalho, que mensurou o terreno em R$ 210 milhões, e pela Justiça Federal, que calculou em R$ 400 milhões. O departamento jurídico do clube aguarda uma notificação para se pronunciar sobre o caso.

Com eleição prevista para o próximo mês de março, as articulações políticas também se intensificaram nas últimas semanas. Ex-presidente interino do clube entre 2011 e 2012, Marcelo Mingone convocou uma coletiva para a manhã de quarta-feira, sem adiantar o teor de seu comunicado. Poderia ser para o lançamento da sua candidatura como também para dar explicações sobre possíveis irregularidades em sua gestão.

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