Após derrota, Carpegiani entrega o cargo na Ponte Preta

A derrota para o Cruzeiro por 2 a 0 custou o emprego do técnico Paulo César Carpegiani na Ponte Preta. Logo após a partida, uma reunião foi feita ainda nos vestiários do Estádio Moisés Lucarelli com dirigentes e o treinador comunicou sua Said. Ele deixa a Ponte com apenas 15 pontos e ameaçada pelo rebaixamento.

AE, Agência Estado

24 de agosto de 2013 | 21h57

"Tenho que dar um passo atrás para o bem da Ponte Preta. O simples fato de jogar na próxima terça-feira, com possibilidade de passar, os jogadores vão ter a motivação para o final de semana, quando o time vai precisar reagir", afirmou o treinador. Ele se referiu ao jogo com o Criciúma, terça-feira à noite, em Campinas, pela volta da fase inicial da Copa Sul-Americana. A Ponte venceu fora por 2 a 1 e joga por um empate para avançar à fase internacional da competição.

Desde a derrota para o Goiás, por 1 a 0, no último final de semana, foi comentada a possibilidade da saída de Carpegiani, sempre negada pela diretoria. Em reunião, porém, o técnico teria comunicado que deixaria a Ponte Preta, independente de qualquer resultado, após o jogo contra o Cruzeiro.

Carpegiani, inclusive, teria entregado o apartamento onde morava para a imobiliária e se mudado para um hotel, onde passou na última semana. Durante a semana, dois nomes foram levantados como possíveis técnicos: Vadão, que já teve três passagens pelo Moisés Lucarelli e acaba de sair do Criciúma, e Silas Pereira, ex-Náutico. O último esteve próximo de acerto de um acerto antes da chegada de Carpegiani.

Carpegiani esteve no comando da Ponte Preta em 11 jogos, entre Brasileirão e Sul-Americana. Foram quatro vitórias, quatro derrotas, três empates e um aproveitamento de pouco mais de 45% dos pontos. Nas duas partidas contra o Nacional-AM, pela Copa do Brasil, seu filho - Rodrigo Carpegiani - esteve no banco. Mesmo assim, o técnico deixou o time com a classificação bem encaminhada para a próxima fase da Sul-Americana.

"Acho que a Ponte tem condições de sair desta situação, mas precisa de uma motivada, uma chacoalhada e resolvi dar este passo", encerrou o ex-treinador, que estava sem ambiente no clube e não gozava mais de confiança da torcida.

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