Hélvio Romero/AE
Hélvio Romero/AE

Após derrota em clássico, são-paulinos já admitem crise

Marco Aurélio Cunha afirma que, após conquistas, é normal passar um período sem grandes vitórias

Martín Fernandez, Agencia Estado

21 de junho de 2009 | 21h34

Muricy Ramalho foi demitido, mas os defeitos do São Paulo continuam os mesmos. Sob o comando do interino Milton Cruz, o time apanhou do Corinthians no Pacaembu. Mais uma vez o time perdeu a cabeça - não teve jogadores expulsos porque o árbitro Marcelo de Lima Henrique preferiu atuar com serenidade.

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Ninguém mais no clube do Morumbi tenta esconder a crise. "Os últimos quatro anos foram maravilhosos para o São Paulo, e uma hora essa fase boa iria acabar", comentou o capitão André Dias. "Agora vamos ter de correr um pouco mais para sair dessa situação incômoda. Assim como entramos nela, vamos dar um jeito de sair".

O superintendente de futebol Marco Aurélio Cunha fez um prognóstico assustador para a torcida do São Paulo. "Nós temos um legado de conquistas nos últimos quatro anos, que nos permite ter um ano ruim ou dois, sem problemas", falou. "Sabemos o que queremos e sabemos como fazer. Mas não vamos ganhar sempre".

Richarlyson, um dos poucos a se salvar do vexame tricolor, não parecia muito preocupado com o momento do time. O camisa 20, autor do gol de honra do São Paulo, comemorou o fato de voltar a jogar como volante.

"É a posição em que vivi minha melhor fase, ganhei prêmios (foi eleito o melhor do Brasileirão de 2007, ao lado de Hernanes). Estou muito feliz", disse Richarlyson, que vinha atuando como zagueiro ou lateral-esquerdo sob o comando de Muricy Ramalho. "Este grupo é muito bom, daqui a pouco dá a volta por cima", emendou.

MOMENTO DECISIVO

Para os jogadores, o que definiu o clássico em favor do Corinthians foi o gol de Cristian. "Estávamos melhores naquele momento do jogo, mas aí sofremos o gol e não soubemos reagir", disse André Dias. "E, no segundo tempo, teve o gol do Chicão".

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