Ivan Storti/Santos FC
Ivan Storti/Santos FC

Sampaoli lamenta impacto de expulsão logo no começo da partida contra o Cruzeiro

'Muito determinante no desenvolvimento do jogo', diz o técnico argentino que viu o Santos perder pela segunda partida consecutiva

Redação, Estadão Conteúdo

18 de agosto de 2019 | 19h43

Depois de sete vitórias consecutivas que levaram o Santos à liderança do Campeonato Brasileiro, superando o Palmeiras, a equipe alvinegra foi derrotada pelo segundo jogo em sequência na competição e perdeu a "gordura" na ponta da tabela. Após sucumbir diante do São Paulo na rodada passada, o time alvinegro foi batido pelo Cruzeiro por 2 a 0 neste domingo, no Mineirão, e continua estacionado nos 32 pontos. Agora, o clube praiano tem apenas dois de vantagem para Flamengo e Palmeiras, que pontuaram neste fim de semana.

Contra o Cruzeiro, o plano de jogo santista foi por água abaixo logo no primeiro minuto. Gustavo Henrique derrubou Pedro Rocha na entrada da área e foi expulso. A inferioridade numérica impediu o Santos de buscar um melhor resultado, de acordo com o técnico Jorge Sampaoli.

"O cartão vermelho foi muito determinante no desenvolvimento do jogo", disse o treinador argentino, abstendo-se de opinar sobre a decisão de Anderson Daronco, que precisou do auxílio do árbitro de vídeo (VAR) para expulsar o zagueiro santista. "Não revisei a jogada, nunca me meto com a arbitragem", esquivou Sampaoli, que voltou a tomar um cartão amarelo neste domingo, somando quatro em todo o campeonato. "É minha responsabilidade. Não tenho de reclamar nada", assumiu o técnico.

Questionado sobre a queda de rendimento do Santos nos últimos dois jogos, o argentino ponderou: "Ao longo do ano, vamos ter esse tipo de coisa. É um torneio muito difícil e tem essas circunstâncias como a de hoje".

Sampaoli, porém, reconheceu que o líder do campeonato precisa melhorar para se manter na ponta da tabela. "A equipe tem de reencontrar a forma de jogo que nos levou até a esse lugar. A equipe tem de ter uma reação", disse. O treinador também comentou sobre o colega Rogério Ceni, que estreou à frente do Cruzeiro contra ele. Admirador assumido do trabalho do comandante santista, o ex-goleiro chegou a fazer estágio com Sampaoli em 2016, quando o argentino estava no Sevilla, da Espanha.

"Sim, eu o conheci, ele foi a Sevilla quando estava se preparando para ser treinador. Ele tem uma carreira muito importante pela frente", elogiou o técnico do Santos, que também destacou o impacto de Ceni para a partida. "Havia uma emoção extra com o novo processo. Isso gerou um contágio inicial, emocionalmente estavam muito fortes. Além da diferença numérica, o elenco deles tinha a capacidade para aproveitar um jogador a mais", avaliou.

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