Após derrota, Santos vira página e pensa na Libertadores

Com poucas chances de se classificar às semifinais do Paulistão, time deve priorizar torneio sul-americano

Sanches Filho, O Estado de S. Paulo

02 de março de 2008 | 16h56

A Taça Libertadores da América poderá ser a salvação do Santos no primeiro semestre. Se o time repetir na noite de terça, contra o poderoso Chivas Guadalajara, do México, na Vila Belmiro, a atuação do segundo tempo da goleada por 4 a 1 diante do Ituano, e voltar a vencer, será o líder do Grupo 6, dando importante passo rumo à classificação às oitavas-de-final. Veja também: Bate-pronto: Chora, chorão! Betão diz que derrotas evidencia erros do Santos "O Campeonato Paulista é o objetivo e a Libertadores, o sonho", disse Leão no começo da semana passada, quando o time apresentava sinais de evolução depois de marcar sete gols e sofrer apenas dois contra Ituano e Guarani, ambos na Vila Belmiro. Porém, com o novo fracasso fora de casa - perdeu por 1 a 0 para o Sertãozinho - passaram a ser reduzidíssimas suas possibilidades de chegar às semifinais. É quase o fim do sonho do novo tri estadual, depois de 39 anos. O que favorece o Santos na Libertadores é que, de acordo com o que foi visto até agora, o Chivas é seu único concorrente forte na chave. Os mexicanos deve fechar a fase em primeiro, com os brasileiros ficando com a outra vaga. Depois do Chivas, os adversários mais difíceis são as complicadas viagens à Bolívia e ao México e a altitude de mais de 3700 metros de Oruro. O empate por 0 a 0 no meio da semana serviu para mostrar que Cúcuta e San José são nada mais do que coadjuvantes. Além disso, a Libertadores não é novidade para a maioria dos titulares de Leão. Fábio Costa estava no time vice-campeão de 2003 - perdeu no final para o Boca Juniors -, e participou da campanha do ano passado, quando o time que tinha Zé Roberto, Cléber Santana e Pedrinho caiu diante do Grêmio, nas semifinais. Fabão, que já disputou 38 jogos e marcou cinco gols pelo São Paulo nas edições da Libertadores de 2004, 2005 e 2006, está quase no ponto ideal para estrear e vai ser um reforço considerável. Betão, Domingos, Denis, Rodrigo Souto, Molina, Rodrigo Tabata e Kléber Pereira, entre outros, também são experientes na competição. Sem contar que o lateral-esquerdo Kléber, que se recupera de uma cirurgia no abdome, deve voltar a jogar antes do final desta fase. Além disso, Leão é vice da Libertadores (2003), ganhou duas vezes a Mercosul (1997 com o Atlético-MG e, no ano seguinte, com o Santos) e aprendeu como comandar uma equipe nesse tipo de disputa, especialmente nas fases mata-mata, que costuma deixar importantes favoritos pelo caminho. As circunstâncias acabam sendo favoráveis. Se o time estivesse bem no Campeonato Paulista, Leão teria que optar por uma das competições. Mas, como no Estadual luta apenas para se afastar da zona de rebaixamento, poderá se garantir nos dois próximos jogos em casa, contra Noroeste e Mirassol, e depois concentrar-se na partida do dia 19, em Oruro, diante do San José, três dias depois de pegar o São Caetano fora. Depois de jogar na Bolívia, enfrentará o Guaratinguetá, dia 23, no Estádio Dario Rodrigues Leite. A viagem mais longa será a Guadalajara, México, para enfrentar o Chivas, em 9 de abril, o que não chega a ser problema, porque a fase de classificação do Campeonato Paulista acaba três dias antes. A menos que o Santos ganhe os sete jogos restantes do estadual e se classifique para as semifinais.

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