Após derrota, time palmeirense exibe misto de raiva e tristeza

Segundo Brunoro, resultado não deve motivar mudanças na equipe

Daniel Batista, O Estado de S. Paulo

30 de março de 2014 | 21h13

SÃO PAULO - O sentimento entre os jogadores do Palmeiras após a surpreendente eliminação para o Ituano no Campeonato Paulista, selada com derrota por 1 a 0 para o Ituano, na noite deste domingo, no Pacaembu, foi uma mistura de raiva e tristeza. Ninguém parecia acreditar. O goleiro Bruno, que teve que entrar no lugar de Fernando Prass no intervalo, era um dos mais exaltados.

"Nossa grande campanha não adiantou de b... nenhuma. Desculpe o palavrão, mas é a verdade", disse o goleiro, enquanto a torcida xingava a diretoria e os jogadores.

Bruno continuou o desabafo e criticou a qualidade do elenco alviverde. "Se a gente fala no ano anterior que temos um grande elenco, quem entrar tem que dar conta do recado. Não somos um time de várzea. Lesões fazem parte do futebol, por isso quem entrar tem que dar conta do recado e não foi o que aconteceu", completou.

Já Marcelo Oliveira foi mais equilibrado e evitou a caça às bruxas. "Temos que tomar cuidado com o que falar agora. Lutamos como foi no ano inteiro, mas era mata-mata. Eles fizeram e nós, não", analisou.

Leandro foi outro que também não tinha muito o que explicar, até porque perdeu uma boa oportunidade no primeiro tempo. "Complicado. Lutamos, mas eles foram mais competentes. Agora é levantar a cabeça e pensar na Copa do Brasil e no Brasileiro. Vamos trabalhar para chegar forte."

A derrota caiu como um balde de água fria em Gilson Kleina. Neste domingo, o técnico completou 100 jogos pelo Palmeiras e celebrou 46 anos de idade. Mas, evidentemente, a noite não foi de comemoração.

O diretor executivo do Palmeiras, José Carlos Brunoro, lamentou a eliminação, mas já deixou claro que não deve causar grandes transformações na equipe. "Quando você perde, tem que ter uma análise num todo, inclusive ver onde nós, da diretoria, erramos. Mas hoje foi um dia muito diferente. Tivemos problemas com lesões e isso dificultou bastante o nosso trabalho", resumiu o dirigente.

Brunoro alerta que uma derrota não pode causar mudanças radicais na equipe. "Temos que esfriar a cabeça. Na quarta-feira temos uma outra competição. Até antes do jogo, éramos um grande time e todo mundo elogiava. Não pode mudar tudo por causa de um resultado. Agora é um momento fundamental de ter tranquilidade", analisou, visivelmente abatido.

Do outro lado da decisão, o Ituano fez uma grande festa no Pacaembu. O técnico Doriva não escondia a felicidade. "A partir de amanhã (hoje) vamos pensar no Santos, mas hoje (ontem) é dia de comemorar muito, porque não é todo dia que a gente consegue eliminar uma potência do tamanho do Palmeiras. Estamos de parabéns", disse o treinador.

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