Ricardo Mazalan/AP
Ricardo Mazalan/AP

Após eliminação, Tabárez elogia luta e vê Uruguai perto de rivais

'O fato é que a Copa América acabou para nós', lamentou treinador

Estadão Conteúdo

25 de junho de 2015 | 09h13

No final das contas, o Uruguai não conseguiu superar a ausência de Luis Suárez. Sem sua referência e artilheiro, ainda suspenso por sua mordida em Giorgio Chiellini na Copa do Mundo, a seleção mais vezes campeã da Copa América marcou apenas dois gols em quatro jogos e foi eliminada quarta-feira pelo Chile nas quartas de final. O técnico Oscar Tabárez, porém, viu aspectos positivos no desempenho do Uruguai, destacando que seu time apresentou equilíbrio diante de fortes rivais, superando seus problemas.

"O fato é que a Copa acabou para nós e o Chile está entre os quatro melhores. Estas são as consequências dessa partida", disse Tabárez. "Mas eu acho que nós mostramos em um processo de renovação onde ainda faltam muitos jogadores importantes que não estamos distantes". A derrota por 1 a 0 para os anfitriões foi característica do desempenho do Uruguai no Chile, onde a seleção não conseguiu repetir o desempenho que teve há quatro anos na Argentina, quando ganhou seu 15º título da Copa América. O jogo físico e a defesa forte, características históricas da seleção uruguaia, estavam presentes, mas faltaram os gols em momentos decisivos.

O Uruguai estreou com vitória magra por 1 a 0 sobre a Jamaica, em seguida perdeu por 1 a 0 para a Argentina e empatou por 1 a 1 com o Paraguai na rodada final do Grupo B, em que se classificou apenas na terceira posição. Os dois gols foram marcados pelo zagueiro José Giménez e pelo meio-campista Cristian Rodriguez.

Edinson Cavani, o artilheiro do Paris Saint-Germain e que deveria preencher o vazio deixado por Suárez, não conseguiu corresponder e se despediu do torneio sem marcar sequer um gol. Além disso, foi expulso contra o Chile após dar um tapa em Gonzalo Jara, que o havia provocado com 'mão boba'. Cavani chegou ao encontro abalado pela prisão de seu pai no Uruguai, após protagonizar um acidente quando dirigia embriagado, em que morreu uma pessoa.

O Uruguai encarou o Chile apostando na fama de algoz dos anfitriões após eliminar a Argentina em 2011 e a Venezuela em 2007. Na última quarta-feira, apostou na garra para repetir a história, mas faltou o gol. Para Tabárez, ao menos o Uruguai não foi inferior perante os seus adversários. "Nós jogamos contra Argentina e Chile e, pelo menos tivemos bons momentos de equilíbrio", disse Tabárez. "Bem, mantivemos o fogo de lutar pelas partidas, seja com o rival que for e nas condições que for. Às vezes ganhamos, desta vez não conseguimos. E assim acabou tudo".

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