Lucas Uebel/Grêmio
Lucas Uebel/Grêmio

Após eliminação na Libertadores, Grêmio demite o técnico Renato Gaúcho

Ex-atacante estava no cargo desde setembro de 2016 e não resistiu à pressão depois da derrota diante do Independiente del Valle

Felipe Rosa Mendes, O Estado de S.Paulo

15 de abril de 2021 | 15h41

O Grêmio definiu nesta quinta-feira a demissão do técnico Renato Gaúcho. Após mais de quatro anos no comando e de importantes títulos conquistados, o treinador deixa o cargo no dia seguinte à eliminação do clube na fase prévia da Copa Libertadores diante do Independiente del Valle, do Equador. A partir de agora, a diretoria passa a discutir a definição de quem será o substituto. Um dos nomes cotados é Tiago Nunes, ex-treinador do Corinthians.

Nos últimos dias Renato esteve afastado do time para se recuperar da covid-19. O auxiliar Alexandre Mendes foi quem comandou o time nas duas derrotas sofridas para a equipe equatoriana. A saída do técnico foi definida em uma reunião entre dirigentes pela manhã seguida de outro encontro na parte da tarde, quando o elenco foi comunicado da troca no comando.

Renato Gaúcho era o treinador mais longevo da Série A do Campeonato Brasileiro. Comandava o time desde setembro de 2016, em sua terceira passagem pelo clube. No fim da temporada passada, o treinador havia renovado o seu vínculo até o final deste ano. Mas o contrato foi encerrado de forma antecipada nesta quinta.

A diretoria do Grêmio ainda não indicou nomes que busca no mercado para substituir Renato Gaúcho. Como o auxiliar Alexandre Mendes, que comandou o time nos últimos dois jogos da Libertadores, também deixa o clube, o Grêmio deve ser comandado de forma interina por Thiago Gomes, técnico da equipe de transição.

Renato encerrou seu vínculo com o Grêmio como o técnico com mais jogos na história gremista. Chegou a ganhar uma estátua por conta da conquista da Libertadores de 2017. Também liderou a equipe nas conquistas da Copa do Brasil (2016), da Recopa Sul-Americana (2018), do tricampeonato do Gauchão (2018, 2019 e 2020) e da Recopa Gaúcha (2019).

Ao longo destes quatro anos e meio em que comandou o Grêmio, Renato Gaúcho recebeu inúmeros elogios pela evolução que mostrou como treinador e pelas mudanças bem-sucedidas feitas na equipe, principalmente entre 2016 e 2018. Ele deu espaço para diversos jogadores da base que fizeram sucesso no time principal, como Everton Cebolinha, Pepê e Jean Pyerre. Também apostou em jogadores mais experientes, como os meias Douglas e Thiago Neves e o atacante Diego Souza.

Mas o bom rendimento nas disputas de mata-mata, como Libertadores e Copa do Brasil, não se repetia no Brasileirão, troféu que o clube não levanta desde 1996. As cobranças aumentaram nos últimos anos, em que Renato Gaúcho privilegiava a competição sul-americana e preservava jogadores e até escalava equipes reservas para o torneio nacional de pontos corridos.

Neste início de temporada, a queda inesperada na Libertadores, antes mesmo da fase de grupos, surpreendeu diretoria e torcedores. Mas a queda de rendimento já era vista desde a reta final do Brasileirão 2020 e na própria decisão da Copa do Brasil, em que o Grêmio foi dominado e superado pelo Palmeiras, no início de março.

Ao fim de sua nova passagem pelo clube, Renato somou 308 jogos disputados, com 161 vitórias, 82 empates e 65 derrotas. Nos clássicos, o aproveitamento também foi elevado, com nove triunfos, oito empates e apenas três derrotas em duelos contra o arquirrival Internacional.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.