José Méndez/EFE
José Méndez/EFE

Após eliminação na sua 5ª Copa, Rafa Márquez se aposenta do futebol

Zagueiro de 39 anos não atuará mais pela seleção ou por um clube

Leandro Silveira, enviado especial / Samara, O Estado de S.Paulo

02 Julho 2018 | 21h06

Após o apito final que confirmou mais uma eliminação do México nas oitavas de final de uma Copa do Mundo, Rafa Márquez consolou alguns companheiros e deixou o campo pela última vez, pois ele não atuará mais pela seleção ou por um clube. Depois de cinco Copas e uma carreira de quase 22 anos, a carreira do zagueiro chegou ao fim com a derrota por 2 a 0 para o Brasil, nesta segunda-feira, na Arena Samara.

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"Não é o fim que eu queria, nós viemos para a Rússia procurando alcançar as coisas como um grupo e não individualmente", afirmou Márquez, lamentando a sétima queda consecutiva da seleção mexicana nas oitavas de final de uma Copa.

Márquez foi a grande surpresa na escalação do México contra o Brasil e jogou os primeiros 45 minutos, tendo ajudado a preservar o empate sem gols. Mas o zagueiro viu a equipe falhar na tentativa de se classificar às quartas de final da Copa pela primeira vez longe do seu país.

"Estamos orgulhosos da partida que fizemos, tivemos algumas oportunidades de gol contra uma equipe que aspira ao título, é por isso que nos sentimos orgulho do que foi mostrado hoje. Saímos com a cabeça erguida e tristes por estar fora da Copa do Mundo", disse.

Márquez, que já havia anunciado a decisão de deixar o futebol após a Copa do Mundo da Rússia, jogou 148 partidas pela seleção mexicana, sendo recordista pela equipe em partidas de Copa - 18. Além disso, é junto com Cuauhtémoc Blanco e Javier "Chicharito" Hernández, um dos três jogadores mexicanos com gols marcados em três Copas do Mundo diferentes.

 

Na Rússia, o veterano de 39 anos registrou seu nome na história ao disputar sua quinta Copa do Mundo, se juntando ao compatriota Antonio Carbajal e ao alemão Lothar Mathäus. Mas em sua última Copa, ele jogou por menos de 90 minutos, sendo 22 contra a Alemanha, 16 contra a Coreia do Sul e 45 contra o Brasil.

Nesta segunda-feira, antes do início do segundo tempo, Miguel Layún substituiu Márquez. Pouco depois, Neymar abriu o caminho para a vitória brasileira, concluída com um gol de Roberto Firmino.

O adeus de Márquez ficou triste não só pelo que aconteceu dentro do campo, mas também fora dele nos últimos meses. Em agosto de 2017, foi condenado pela Justiça norte-americana por seu suposto envolvimento com um traficante de drogas de Guadalajara, onde reside. Ele nega as acusações, mas participou de todas as atividades do México na Copa com camisas que não estampavam qualquer marca de patrocinador, além de não viajar aos Estados Unidos para amistosos.

Márquez iniciou sua carreira no Atlas, com apenas 17 anos. Três temporadas mais tarde, foi para o Monaco, sendo campeão nacional em seu ano de estreia. Em 2003, foi adquirido pelo Barcelona, onde passou por sete anos cheios de glórias, com títulos nacionais em 2005, 2006, 2009 e 2010, assim como da Liga dos Campeões em 2006 e 2009.

Depois disso, ele jogou pelo New York Red Bulls e voltou ao futebol mexicano para jogar pelo León em 2012, com o qual conquistou dois títulos nacionais. O zagueiro retornou para a Europa em 2014 para jogar pelo Verona, voltando ao Atlas em 2016. "Por enquanto eu vou aproveitar meu tempo livre, tive 22 anos de experiência ininterrupta e no futuro eu certamente estarei envolvido no futebol", disse.

 

 

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