Fernando Bizerra/EFE
Fernando Bizerra/EFE

Após eliminação, Queiroz projeta bom futuro para Colômbia e vê seleção em evolução

Treinador reconheceu o clima de decepção pela queda diante do Chile entre os jogadores

Leandro Silveira e Raphael Ramos, O Estado de S.Paulo

29 de junho de 2019 | 00h05

À frente da seleção colombiana desde o início de fevereiro, Carlos Queiroz viveu nesta sexta-feira a sua primeira grande decepção no cargo com a eliminação nas quartas de final da Copa América, definida na disputa de pênaltis contra o Chile, após empate por 0 a 0 na Arena Corinthians. Após o confronto, o treinador português adotou um discurso em que buscou demonstrar que a sua equipe está evoluindo e aprendendo. Mas reconheceu o clima de decepção pela queda entre os jogadores. 

"Falar do vestiário, é falar de tristeza. Ninguém está feliz, mas temos a convicção de que os colombianos podem ter  orgulho de nós. Sair assim é uma forma muito dura de sair de uma competição. As partidas mostram sinais de desenvolvimento,  segurança e solidez. Temos que continuar trabalhando, sabendo que esse é o caminho, encontrar uma ação mais sólida. Penso que  a Colômbia está em crescimento e continuará assim", afirmou, em entrevista coletiva. 

Com três vitórias na fase de grupos, a Colômbia foi eliminada da Copa América invicta e sem sofrer gols. Para defender o trabalho que está desenvolvendo, o treinador lembrou que tradicionalmente a seleção colombiana tem sido superada pelo Chile. E, nesta sexta, fez um confronto equilibrado, embora tenha caído nos pênaltis. "Estudamos muito bem o Chile, a forma como esteve acima de nós historicamente. Ganharam 8 das últimas 13 partidas contra nós na Copa América.  Controlamos a partida, não permitimos que fizessem pressão alta. Foi um passo adiante saber jogar contra o Chile. Tentamos ganhar a partida, em alguns momentos estivemos acima, outros abaixo. Não é possível ter domínio por 90 minutos", disse.  

Buscando adotar um discurso otimista, Queiroz preferiu assumir a responsabilidade pela eliminação da Colômbia, minimizando erros, como o de Tesillo, no quinto pênalti de sua seleção, ou a atuação apagada de James Rodríguez. "A única pessoa responsável pela eliminação sou eu. Ninguém mais",  concluiu o treinador, que reconheceu falta de força no setor ofensivo para superar os chilenos.  

Eliminada da Copa América, a Colômbia já tem amistosos agendados para setembro. Os jogos serão contra o Brasil, no dia 6, em Miami, e diante da Venezuela, dia 10, em Tampa. 

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