Após empate, Fábio Costa discute com Paulo Henrique

O goleiro Fábio Costa brigou feio com o garoto Paulo Henrique Lima, Madson saiu chorando de campo depois de discutir com torcedores que o acusaram de ser corintiano, e Kléber Pereira foi vaiado por quase 10 mil torcedores ao ser substituído, a 13 minutos do fim do jogo deste domingo, na Vila Belmiro. Este foi o saldo do empate do Santos com o Goiás, por 3 a 3, pela segunda rodada do Brasileirão.

SANCHES FILHO, Agencia Estado

17 de maio de 2009 | 19h43

Depois de dar entrevistas em campo, Paulo Henrique Lima foi aconselhado por Roberto Brum e Rodrigo Souto a esperar um pouco para ir para os vestiários. Os dois temiam que o garoto pudesse ser agredido pelo goleiro, transtornado por uma falha do armador no lance que antecedeu o terceiro gol do Goiás.

Após o primeiro tropeço santista na Vila Belmiro no Campeonato Brasileiro, a primeira preocupação do técnico Vágner Mancini foi passar a imagem de que a situação está sob controle.

"Sob o meu comando não tem briga no vestiário. O que sei é que houve uma discussão de jogo em campo e mais nada. No vestiário os dois jogadores se sentaram e se desculparam após o jogo", relatou o treinador santista.

Apesar de ter considerado péssimo o resultado deste domingo, ele ressaltou que o terceiro gol de empate do Goiás foi irregular. "Foi impedido. Eu vi na televisão", protestou. "O mal resultado de hoje tornou o excelente empate de Porto Alegre (1 a 1 contra o Grêmio) pouco importante".

Mancini não encontrou explicação para o Santos ter alternado bons e maus momentos dentro do jogo e se atrapalhado quando vencia por 3 a 1. "O que mais me chamou a atenção foi que aconteceu nos 10 minutos finais do primeiro e do segundo tempo. Foi falta de concentração ou então os jogadores acharam que a partida estava ganha e não estava. Entregamos dois pontos para um adversário que tinha que ser liquidado antes", analisou.

O técnico santista não se mostrou preocupado com as consequências que poderão ter as vaias que Kleber Pereira recebeu da torcida. "A única receita para superar esse tipo de problema é fazer gol. De repente num único jogo ele marca dois ou três, dá a vitória ao time e reverte a situação. Essa é uma das coisas que não se explicam nem com 100 anos de futebol".

Até Pelé criticou o artilheiro. "Ele precisa se benzer. No ano passado, as bolas dele estavam entrando e foi o artilheiro do Brasileiro. Não deu para ver se o gol dele estava impedido ou não", afirmou o Rei.

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